À pedido de Andréa Motta, do blog Leio o mundo assim, estou postando minha colaboração em sua roda cultural Coisas do Brasil.
Abaixo, uma re-edição do texto “Ah, São Paulo…” postado anteriormente, em 16/10/2007. A quem não viu, espero que goste. A quem viu, desculpe por não ter conseguido preparar algo novo e melhor.

Amanhece em São Paulo, e começa o corre-corre daqueles que despertam dia após dia, com o gigante. Quase sempre, o tempo, em seus dias manhosos, brinca de estações.
Hoje, mais uma vez, entre tantas outras, não foi diferente.
Ao despertar, me deparo em pleno inverno… Um frio intenso e pesavo, vindo do ar, carregado, que desce das árvores junto ao pé da Cantareira.
Já de manhãzinha, veio a primavera, com um sol que toca doce e profundo, vindo de mansinho, deixando aquele gosto de quero mar.
Logo mais à tarde, veio o verão… Imponente e castigador, veio forte e quente, marcando a todos à sua volta em um vermelho intenso.
E ao ir embora, veio o outono, com seu sussurro, suave e sutil, que despe vagarosamente as grandes copas dos flamboyans, nos Jardins.
Já é noite e a brisa suave, convida para um passeio na Paulista. Um convite irrecusável.
Suavemente, caminho e observo detalhadamente cada pessoa que passa, acompanhado somente pelo silêncio dos gigantes de concreto que ali, repousam.
Já na Paraíso, paro e olho sobre o viaduto, que denuncia a aorta do grandioso ser que é São Paulo. Atento a todos os detalhes, vejo pequenos pontos, brancos e vermelhos, indo e vindo. E grandes, enormes, pontos de diversas cores, indo, parando, a toda hora.
Vendo assim, tudo, imagino como deverá ser o dia, quando o grandioso São Paulo tiver infarte…
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