Retratos da Vida Real… Enlatados…
Setembro 29, 2008 at 3:27 pm | In Geral, Retratos da Vida Real..., São Paulo, cotidiano, hoje, trabalho | 10 Comments
Depois que vendi meu carro, muita coisa mudou em minha vida, e já sinto claramente as conseqüências disso.
Já não pego mais tanto trânsito, não me preocupo com IPVA ou multas, não esquento mais com pedestre que insiste em atravessar cinco metros antes da faixa, entre outras coisas.
Claro que sempre há aquele horário de rush diário, onde é um Deus-nos-Acuda para ver quem chega em casa primeiro. Ou a chuva que chega de surpresa logo que você desce do transporte.
São casualidades que acontecem, incomoda, claro, mas não é nada absurdo e chega a fazer falta quando não se têm… E creio eu, faz parte de qualquer grande metrópole.
Mas…
O que incomoda mesmo, é sair de casa cedo e pegar o trânsito. Não de carros, mas de pessoas nas metrovias. São catorze estações até chegar ao trabalho, pessoas mais entram do que saem, e sempre fica aquele aperta-aperta do último que acha que tem espaço para mais um.
Há quem diga que tudo isso, é decorrente da falta de cultura e educação das classes mais baixas, em geral provenientes das cidades vizinhas e zona leste, pela falta de acesso a informação.
Verdade?
Não! Mentira. Sem generalizar, os que mais atrapalham, apertam e empurram são os engravatados trabalhadores de escritório da Paulista. Aqueles que claramente se vê em conversas absurdas e fúteis, daquelas que incomodam o ouvido só de ouvir a primeira letra.
Culpa deles? Não em todo, o transporte deixa muito a desejar e o governo mesmo, não faz muito para merecer os votos realmente merecidos.
Sinceramente? Que falta da minha Madalena… rs….
Poesias de Guardanapo… Pesadelo…
Setembro 22, 2008 at 4:45 pm | In Poesia de Guardanapo..., eu, jovem, lembranças | 7 CommentsCom o tempo aprendemos que o melhor da vida é viver o agora… Com o tempo aprendemos que remoer o passado é errado e pode ser bem doloroso… Como jovens são tolos…….
Pesadelo
De tudo que antes jazia,
Só restou um tênue semblante…
Neste espelho que cinzas frias,
Tudo tornou-se entediante…
Estamos num pesadelo!
O mundo é um pesadelo!
Tudo está um pesadelo!
Viver tornou-se um pesadelo!
Chega! Não quero mais viver,
Neste mundo de pesadelos…
Desejo apenas acordar…
Acordar… Acordar… Acordar!
Acordar deste sonho…
Acordar deste amargo sonho……
Prêmio Clarisse Lispector
Setembro 17, 2008 at 3:50 pm | In Internet, blogosfera, eu, mimos | 8 CommentsEm 03 de setembro, fui indicado pela querida Lyani do Entre Aspas, a receber o Selo Clarice Lispector “A palavra é o meu domínio sobre o mundo“.

Em verdade, nunca li um livro da escritora, o que me deixa um tanto quanto sem jeito para receber tal prêmio. Mas é realmente uma honra tê-lo em mãos e ver que há quem goste do que eu escrevo.
Mas a alegria não para por aqui! Sempre deve-se compartilhar, e os meus são…
Lyani. O reconhecimento é a jóia mais rara que todos podem receber. Obrigado…
Safari na Livraria Cultura…
Setembro 10, 2008 at 7:43 pm | In Mundo, São Paulo, blogosfera, cotidiano, eu, lembranças, rotina, trabalho | 13 Comments
Dia 09/09/08, terça-feira. Eram exatamente 13hrs, quando resolvi ir almoçar. Aliás, almoçar não. Ir embora.
Para quem trabalha oito horas por dia, trabalhar apenas quatro por dia, pode ser bem atrativo. Mas eu garanto. Não é. Claro que você são poucas horas, o que resulta em mais tempo para si mesmo.
Mas tente imaginar-se saindo as 13hrs, e não tendo a menor idéia do que fazer. Ir almoçar até pode ser uma saída, o horário é propício a isso, mas… E depois? Procurar amigos? Não dá, eles trabalham. Cinema? Não, sala cheia é horrível, mas vazia é pior. Shopping? Não, à tarde só tem alguns garotos(as) que não querem voltar para casa cedo.
No meu caso, finalmente eu havia conseguido sair no horário. Mas ao lembrar disso, bateu um desespero profundo, uma angústia lascada, um vazio horrível, justamente por não saber o que fazer à tarde. E ir para casa estava fora de cogitação. Pelo compromisso à noite, não compensava voltar mais cedo.
No fim das contas, acabei passando na Livraria Cultura, com todas as suas estantes e prateleiras. Antes eu só passava para ver algum livro já pré-escolhido e nunca havia parado para notar no tamanho da loja.
Assim que eu cheguei, já fui atraído pelo aroma do café, que vinha do Viena. Logo ao lado dela, acabei por ver alguns livros que eu sempre dizia ir comprar, mas nunca me dedicava a procurar por seus volumes.
E aí que veio a maior surpresa. Ao pegar um livro qualquer na estante, de nome cativante, logo na primeira folheada, um bilhete misterioso surgia.
”Procuramos o último membro
dos seis integrantes de nosso grupo de leitura.
Seja você, e me responda para o e-mail X…”
O bilhete bateu mais na curiosidade do que na vontade. Me perguntei o que seria o tal bilhete, mas nada que me despertasse tanto interesse. No fim, lá foi o papelzinho pro bolso da calça.
Mais ao lado, junto às revistas periódicas, uma gravura chamou muito a atenção. Já havia visto em algum lugar, mas não lembrava de onde. E mais uma vez a curiosidade vencia a batalha, e acabei por lendo a revista.
E assim foi, setor por setor, assunto por assunto, fosse livro, CD ou DVD. Quando percebi, estava chamando atenção por carregar um monte de livros da loja.
Perdido entre mistérios e misteriosos, somados as milhares somas de letras e números, em mais de suas mil prateleiras, de romanticos a políticos, técnicos a filosóficos, tudo é uma aventura.
E a hora passa tão depressa… Quando dei por mim, os ponteiros indicavam mais de 19hrs, e meu compromisso já havia furado… Sem escolha, fui para casa, agora com dois livros e um periódico.
Mas lembrar de tudo só me deixa um gosto de quero-mais…
Aliás… Lyane… Eu já disse que Bleach é bem interessante? rs…
Retratos da Vida Real… Divórcio…
Setembro 3, 2008 at 2:52 pm | In Retratos da Vida Real..., São Paulo, casa, eu, hoje, lembranças | 10 CommentsTudo começou há alguns meses, quando a conheci em uma loja próximo ao meu antigo trabalho, e, desde aquele dia, tudo mudou. Foi paixão a primeira vista, não teve jeito, quando percebi, já estávamos morando juntos.
E quando isso aconteceu, já não teve mais jeito. Apresentei para meus amigos e parentes, temendo ainda, que talvez eles não a aceitassem. Mas diferetne do que eu imaginava, a aceitação foi muito boa, salvo um comentário de meu pai que disse ao pé do meu ouvido, “É isso mesmo que você quer?’.
Passado esse momento, tudo foi se tornando mais e mais maravilhoso. Uma felicidade insuperável, com momentos de alegrias e satisfação, as quais não há como se definir em palavras.
Foram meses com muito divertimento. Eram shoppings, restaurantes, bares, viagens… Realmente, algo encantador. Mas… Isso, no começo…
Com o tempo ela começou a ficar ranzinza. Tudo aquilo que eu mais admirava, tornou-se lamentação. Se por um lado ela era um anjo, por outro sabia muito bem como me irritar profundamente.
Reclamava de tudo, mudava de opnião a todo momento, e quando contrariada, simplesmente parava no meio da rua. E era um sacrifício fazer com que ela me acompanhasse.
Quantas vezes eu não tentava fazer algum agrado que ela não aceitava muito bem? Quantas vezes fiquei esperando dias e dias até que ela mudasse seu humor?
Foi difícil. Aliás, muito difícil.
E a separação nunca é fácil, para ambos. Sempre no momento de despedida, vêm aquelas lambranças dos bons tempos que quase nos faz mudar de idéia no último momento, bem naquele em que pegamos a caneta para assinar o documento decisivo.
Dá saudades, não minto, sinto muitas até. Mas hoje me sinto bem melhor e mais aliviado. Me separar do meu golzinho Madalena não foi fácil…

É… Andar de ônibus não vai ser nada fácil… rs…
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