…Eu?

Desperto no meio da noite… Olho para os lados e vejo a mesma bagunça de sempre. Os livros ainda abertos sobre a mesa, algumas roupas pelo chão, o copo de whisky da noite anterior. Do canto do quarto, o computador apita lembrando do trabalho ainda a ser feito.

No banheiro, algumas toalhas, um hobby branco, detalhado em azul. A frente do espelho, o básico de todos, com alguns detalhes pessoais e indescritíveis, um sachê de aromas, um óleo de pêssego, o perfume que amo.

Na sala, o piso branco, gelado, com seus tapetes em tons bordo. Na estante, em mogno, todos os livros que pensei um dia, ter tempo de ler. Ligo o som, e o silêncio é quebrado completamente. Em seu lugar, se ergue Norah Jones. Doce, sensual, relaxante. O sofá, com suas almofadas, todas em azul e branco, convidam ao relaxamento.

Na cozinha, uma mistura entre pratos, copos, caixas de leite vazias, junto a lixeira pela metade. Sobre a mesa, uma xícara branca, vem me convidando para um capuccino. Há também o Johnny que me faz companhia nas longas e costumeiras noites.

Na varanda, algumas cadeiras e bancos, uma luminária, junto a um cinzeiro pouco usado. Uma mesa de canto, algumas fotos, muitos rascunhos, poesias ao vento, agora amanhece. Entre um cigarro e outro, um sonho, uma lembrança.

Um devaneio antigo, sonho francês, um croissant sob a Eiffel. A silhueta dela, sorridente, cabelos negros medianos. Onde estará você, minha querida.

9 Comentários »

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  1. [...] 10th, 2007 by palpiteira Eu li dois textos dele: o último post e o “…Eu?”. [...]

  2. Nossa, só de ler o texto ai conheci toda a sua casa …..
    Vc escreve muito bem, gostei!

  3. Ela existe ou ainda não chegou?
    Porque é preciso arrumar a casa pra receber alguém, não acha? :p

  4. Vou voltar mais vezes aqui… gostei!
    Bjs.

  5. :)

  6. Se essa for a descrição da sua casa ou vc contrata uma empregada ou consegue uma esposa…
    :-)
    Beijinhos.

  7. geminiano tbm.
    desorganização?
    soh se for mental e momentânea.

    bjus inté!

  8. Nossa tu escreve muiiiito bem!!!

    Abraços,

    Bruna

  9. Amei seu blog!

    Ele extravasa, ele transborda, ele se consome, ele não se poupa – com fatalidade, fatidicamente, involuntariamente como a irrupção de um rio por sobre as suas margens é involuntária.

    Nietzsche


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