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Arquivo para a categoria ‘Casa’

Entre Folhas e Tecidos…

dezembro 18, 2008 7 comentários

E assim foi…

Caroline, esplêndida, apenas de lingerie, deitada no sofá-cama vermelho, de pernas cruzadas, cabelo solto aos ombros… Olhos atentos à televisão, apenas correndo os canais à procura de algo interessante para se fazer.

Sentei junto ao note e fiquei ali, observando-a, e diante da indecisão do que fazer, ou melhor, à procura do que fazer, adentrei à internet.

De repente o celular toca, e ela sai correndo pelo quarto à procura do mesmo. No último segundo da chamada, ela acha e consegue atender a ligação.

Gesticulando, eu pergunto “quem?” e ela apenas sussurra “meu chefe, não dá para desligar”. Enquanto falava ao telefone, levantou e pegou sua bolsa, tirando dela, dois impressos de onde tirava dados para “alimentar” a conversa.

Diante da cena, não me contive. Apenas passou pela minha cabeça, tive vontade e fiz.

Vagarosamente, levantei e joguei alguns papéis pelo chão, abrindo espaço para o que eu queria. Segurei-a pela cintura e fui tirando sua cancinha.

Ela então sussurrou “espera um pouco” recebendo como resposta apenas o meu pedido para que ficasse quieta.

Abri as suas pernas vagarosamente, enquanto ela me olhava e balançava a cabeça negativamente. E ali, mergulhei enquanto me olhava com aqueles olhos, em uma mistura de ódio e prazer.

Fui sugando todo seu néctar, mordiscando cada pedacinho, sem deixar sobrar nada, enquanto minhas mãos acariciavam seu quadril. E ela se segurava tentando explicar gráficos e amostragens.

Sua mão então, deslizou até minha cabeça forçando-a mais, enquanto se remexia frenéticamente. O telefone já não importava mais, e ela não ouvia direito, apenas respondendo frases curtas.

Quando finalmente conseguiu desligar o celular, chegou ao orgasmo, em um único gemido, forte e profundo, acompanhado por um aperto das coxas em meus ombros.

Ao fim, apenas uma frase, “vai ter volta” e nem me arrisco a imaginar… Mas garanto… Foi muito bom!

CategoriasCasa, Eu, Sexo, Trabalho

Retratos da Vida Real… Divórcio…

setembro 3, 2008 10 comentários

Tudo começou há alguns meses, quando a conheci em uma loja próximo ao meu antigo trabalho, e, desde aquele dia, tudo mudou. Foi paixão a primeira vista, não teve jeito, quando percebi, já estávamos morando juntos.

E quando isso aconteceu, já não teve mais jeito. Apresentei para meus amigos e parentes, temendo ainda, que talvez eles não a aceitassem. Mas diferetne do que eu imaginava, a aceitação foi muito boa, salvo um comentário de meu pai que disse ao pé do meu ouvido, “É isso mesmo que você quer?’.

Passado esse momento, tudo foi se tornando mais e mais maravilhoso. Uma felicidade insuperável, com momentos de alegrias e satisfação, as quais não há como se definir em palavras.

Foram meses com muito divertimento. Eram shoppings, restaurantes, bares, viagens… Realmente, algo encantador. Mas… Isso, no começo…

Com o tempo ela começou a ficar ranzinza. Tudo aquilo que eu mais admirava, tornou-se lamentação. Se por um lado ela era um anjo, por outro sabia muito bem como me irritar profundamente.

Reclamava de tudo, mudava de opnião a todo momento, e quando contrariada, simplesmente parava no meio da rua. E era um sacrifício fazer com que ela me acompanhasse.

Quantas vezes eu não tentava fazer algum agrado que ela não aceitava muito bem? Quantas vezes fiquei esperando dias e dias até que ela mudasse seu humor?

Foi difícil. Aliás, muito difícil.

E a separação nunca é fácil, para ambos. Sempre no momento de despedida, vêm aquelas lambranças dos bons tempos que quase nos faz mudar de idéia no último momento, bem naquele em que pegamos a caneta para assinar o documento decisivo.

Dá saudades, não minto, sinto muitas até. Mas hoje me sinto bem melhor e mais aliviado. Me separar do meu golzinho Madalena não foi fácil…

É… Andar de ônibus não vai ser nada fácil… rs…

Pequenas Verdades…

julho 23, 2008 2 comentários

Fechado entre quatro paredes, enclausulado no escuro, sem ruído, gostos ou rostos… De olhos vendados a ponto de não se sentir nem a pressão sobre eles…

As pernas e mãos agora, tão atadas, grilhões imensamente pesados, delimitadores de sentidos… De todos os sentidos…

Movido pela sede, fora de si de fome, e os movimentos quase sem nenhuma sincronia. Só os retratos claros e definidos do momento…

De repente, alguém surge, sem definição, encoberta pela luz da porta às suas costas. Num simples ato, sem medo ou erro, eis que apunhala bem no peito…

Um segundo foi o suficiente para tudo… Demorou apenas um segundo…

- Querido… Querido… Calma… Calma… Respira… Foi só um pesadelo… Calma…

Tremulidades Sentimentais… Lembranças…

julho 17, 2008 6 comentários

Uma pessoa muito querida me disse uma vez, com o toda a severidade possível, tal qual uma mãe pune sua criança. a época, eu não entendi muito bem suas palavras.

“Não se vive enterrado no passado, não se vive sonhando com o futuro.
Mas jamais se vive sem os dois.”

Devo admitir que ainda hoje, não sei o quão profundo elas são, ou pareçam que são. Ao menos até essa semana, quando decidi fuçar nas minhas velharias, atrás de não lembro o que.

Terça de manhã, troquei de roupa, coloquei uma máscara, o óculos e peguei a chave no armário indo até o quarto, cuidadosamente, como uma criança prestes a fazer besteiras.

O quarto em si estava sempre fechado e fica no fundo da casa, isolado o suficiente para que poucas pessoas notem sua real presença.

Chave na fechadura… Puxa um pouquinho e lá se vão duas voltas acompanhadas dum estalo comprido… Giro da maçaneta e surge outro estalo comprido…

Assim que entrei senti o pó subir com a brusca movimentação e vi o quanto deveria limpar aquele quarto, já que são anos e anos que ninguém o abre.

Com a janela aberta, a poeira foi baixando, e pude ver claramente algumas coisas do quarto. Lentamente fui invadido por uma exurrada de lembranças e recordações, que há tempos havia decidido trancar naquele quarto…

Lembranças boas e lembranças ruins… Doces e amargas, de festas e enterros, alegres e tristes, da infância e da adolescência, com parentes, amigos, ex-amigos…

Cartas e fotos que eu jurava ter jogado fora… Momentos que eu havia jurado esquecer… Tudo, novamente voltava para o seu devido lugar…

Atendendo um conselho de um amigo, “alguns mistérios, serão quebrados…”

Hoje Nasce Mais Uma Estrela

maio 6, 2008 10 comentários

Ontem foi um dia complicado. E eu apenas pude segui-lo, não molda-lo aos meus gostos, como há algum tempo fazia.

A começar, o tempo não se decidia se sorria, ou se enfurecia, sempre em uma longa indecisão entre os opostos calor e frio.

Mas apesar de tantas outras coisas que ocorriam, tudo estava tão normal, que parecia ser mais um dia rotineiro, uma página repetida na vida do paulistano.

Pena que não foi bem assim.

Como em muitas segundas, aproveito minha noite para jantar com meus pais. Ontem não foi diferente, e assim que terminei meu trabalho, fui para a casa deles.

E foi assim que me veio a notícia. De repente, tudo que estava tão quieto, tornou-se uma tempestade, das mais fortes e violentas, daquelas que fazem todo o mar tremer, inundando até mesmo as costas mais próximas.

Ontem, com seus cabelos médio prateados e seus 83 anos de idade, falesceu uma conhecida, que de tão próxima, tornou-se da família, considerada uma avó.

Minutos depois, me vi no velório, junto de meus pais e minha irmã. À minha volta, muitas pessoas que há anos não os via. Sobre a mesa, lá estava ela, descansando finalmente.

Foi doloroso. E quando menos esperei, veio minha pequena irmã, com sua sabedoria terna e doce, em seus seis anos de idade.

- Alec… Alec… A vovó está dormindo?
- Sim, querida. Sim… Ela está descansando…
- Que horas ela vai acordar?
- Ela, não vai acordar. Papai do céu chamou ela para ir com ele.
- Ah ta… Bom… Então a vovó vai morar com ele?
- Isso mesmo. Vai ficar junto do outro vovô.
- Entendi. Mas ela vai virar uma estrela também que nem o vovô?
- Sim, C. Ela vai virar uma estrela bem grande e brilhante.

Aquela que sempre pareceu inalcansável se foi, deixando para trás, pequenas e preciosas lembranças, sempre com muito carinho.

E… A vida continua…