Entre Folhas e Tecidos…
Dezembro 18, 2008 at 6:36 pm | In casa, eu, sexo, trabalho | 7 Comments
E assim foi…
Caroline, esplêndida, apenas de lingerie, deitada no sofá-cama vermelho, de pernas cruzadas, cabelo solto aos ombros… Olhos atentos à televisão, apenas correndo os canais à procura de algo interessante para se fazer.
Sentei junto ao note e fiquei ali, observando-a, e diante da indecisão do que fazer, ou melhor, à procura do que fazer, adentrei à internet.
De repente o celular toca, e ela sai correndo pelo quarto à procura do mesmo. No último segundo da chamada, ela acha e consegue atender a ligação.
Gesticulando, eu pergunto “quem?” e ela apenas sussurra “meu chefe, não dá para desligar”. Enquanto falava ao telefone, levantou e pegou sua bolsa, tirando dela, dois impressos de onde tirava dados para “alimentar” a conversa.
Diante da cena, não me contive. Apenas passou pela minha cabeça, tive vontade e fiz.
Vagarosamente, levantei e joguei alguns papéis pelo chão, abrindo espaço para o que eu queria. Segurei-a pela cintura e fui tirando sua cancinha.
Ela então sussurrou “espera um pouco” recebendo como resposta apenas o meu pedido para que ficasse quieta.
Abri as suas pernas vagarosamente, enquanto ela me olhava e balançava a cabeça negativamente. E ali, mergulhei enquanto me olhava com aqueles olhos, em uma mistura de ódio e prazer.
Fui sugando todo seu néctar, mordiscando cada pedacinho, sem deixar sobrar nada, enquanto minhas mãos acariciavam seu quadril. E ela se segurava tentando explicar gráficos e amostragens.
Sua mão então, deslizou até minha cabeça forçando-a mais, enquanto se remexia frenéticamente. O telefone já não importava mais, e ela não ouvia direito, apenas respondendo frases curtas.
Quando finalmente conseguiu desligar o celular, chegou ao orgasmo, em um único gemido, forte e profundo, acompanhado por um aperto das coxas em meus ombros.
Ao fim, apenas uma frase, “vai ter volta” e nem me arrisco a imaginar… Mas garanto… Foi muito bom!
Retratos da Vida Real… Divórcio…
Setembro 3, 2008 at 2:52 pm | In Retratos da Vida Real..., São Paulo, casa, eu, hoje, lembranças | 10 CommentsTudo começou há alguns meses, quando a conheci em uma loja próximo ao meu antigo trabalho, e, desde aquele dia, tudo mudou. Foi paixão a primeira vista, não teve jeito, quando percebi, já estávamos morando juntos.
E quando isso aconteceu, já não teve mais jeito. Apresentei para meus amigos e parentes, temendo ainda, que talvez eles não a aceitassem. Mas diferetne do que eu imaginava, a aceitação foi muito boa, salvo um comentário de meu pai que disse ao pé do meu ouvido, “É isso mesmo que você quer?’.
Passado esse momento, tudo foi se tornando mais e mais maravilhoso. Uma felicidade insuperável, com momentos de alegrias e satisfação, as quais não há como se definir em palavras.
Foram meses com muito divertimento. Eram shoppings, restaurantes, bares, viagens… Realmente, algo encantador. Mas… Isso, no começo…
Com o tempo ela começou a ficar ranzinza. Tudo aquilo que eu mais admirava, tornou-se lamentação. Se por um lado ela era um anjo, por outro sabia muito bem como me irritar profundamente.
Reclamava de tudo, mudava de opnião a todo momento, e quando contrariada, simplesmente parava no meio da rua. E era um sacrifício fazer com que ela me acompanhasse.
Quantas vezes eu não tentava fazer algum agrado que ela não aceitava muito bem? Quantas vezes fiquei esperando dias e dias até que ela mudasse seu humor?
Foi difícil. Aliás, muito difícil.
E a separação nunca é fácil, para ambos. Sempre no momento de despedida, vêm aquelas lambranças dos bons tempos que quase nos faz mudar de idéia no último momento, bem naquele em que pegamos a caneta para assinar o documento decisivo.
Dá saudades, não minto, sinto muitas até. Mas hoje me sinto bem melhor e mais aliviado. Me separar do meu golzinho Madalena não foi fácil…

É… Andar de ônibus não vai ser nada fácil… rs…
Pequenas Verdades…
Julho 23, 2008 at 8:10 pm | In Intimidade..., Pequenas Verdades..., casa, eu, sentimentos, trabalho | 2 CommentsFechado entre quatro paredes, enclausulado no escuro, sem ruído, gostos ou rostos… De olhos vendados a ponto de não se sentir nem a pressão sobre eles…
As pernas e mãos agora, tão atadas, grilhões imensamente pesados, delimitadores de sentidos… De todos os sentidos…
Movido pela sede, fora de si de fome, e os movimentos quase sem nenhuma sincronia. Só os retratos claros e definidos do momento…
De repente, alguém surge, sem definição, encoberta pela luz da porta às suas costas. Num simples ato, sem medo ou erro, eis que apunhala bem no peito…
Um segundo foi o suficiente para tudo… Demorou apenas um segundo…
- Querido… Querido… Calma… Calma… Respira… Foi só um pesadelo… Calma…
Tremulidades Sentimentais… Lembranças…
Julho 17, 2008 at 11:32 pm | In Intimidade..., São Paulo, Tremulidades sentimentais..., casa, eu, lembranças, relacionamentos, sentimentos | 6 CommentsUma pessoa muito querida me disse uma vez, com o toda a severidade possível, tal qual uma mãe pune sua criança. a época, eu não entendi muito bem suas palavras.
“Não se vive enterrado no passado, não se vive sonhando com o futuro.
Mas jamais se vive sem os dois.”
Devo admitir que ainda hoje, não sei o quão profundo elas são, ou pareçam que são. Ao menos até essa semana, quando decidi fuçar nas minhas velharias, atrás de não lembro o que.
Terça de manhã, troquei de roupa, coloquei uma máscara, o óculos e peguei a chave no armário indo até o quarto, cuidadosamente, como uma criança prestes a fazer besteiras.
O quarto em si estava sempre fechado e fica no fundo da casa, isolado o suficiente para que poucas pessoas notem sua real presença.
Chave na fechadura… Puxa um pouquinho e lá se vão duas voltas acompanhadas dum estalo comprido… Giro da maçaneta e surge outro estalo comprido…
Assim que entrei senti o pó subir com a brusca movimentação e vi o quanto deveria limpar aquele quarto, já que são anos e anos que ninguém o abre.
Com a janela aberta, a poeira foi baixando, e pude ver claramente algumas coisas do quarto. Lentamente fui invadido por uma exurrada de lembranças e recordações, que há tempos havia decidido trancar naquele quarto…
Lembranças boas e lembranças ruins… Doces e amargas, de festas e enterros, alegres e tristes, da infância e da adolescência, com parentes, amigos, ex-amigos…
Cartas e fotos que eu jurava ter jogado fora… Momentos que eu havia jurado esquecer… Tudo, novamente voltava para o seu devido lugar…
Atendendo um conselho de um amigo, “alguns mistérios, serão quebrados…”
Hoje Nasce Mais Uma Estrela
Maio 6, 2008 at 2:25 pm | In Intimidade..., casa, eu, sentimentos | 10 CommentsOntem foi um dia complicado. E eu apenas pude segui-lo, não molda-lo aos meus gostos, como há algum tempo fazia.
A começar, o tempo não se decidia se sorria, ou se enfurecia, sempre em uma longa indecisão entre os opostos calor e frio.
Mas apesar de tantas outras coisas que ocorriam, tudo estava tão normal, que parecia ser mais um dia rotineiro, uma página repetida na vida do paulistano.
Pena que não foi bem assim.
Como em muitas segundas, aproveito minha noite para jantar com meus pais. Ontem não foi diferente, e assim que terminei meu trabalho, fui para a casa deles.
E foi assim que me veio a notícia. De repente, tudo que estava tão quieto, tornou-se uma tempestade, das mais fortes e violentas, daquelas que fazem todo o mar tremer, inundando até mesmo as costas mais próximas.
Ontem, com seus cabelos médio prateados e seus 83 anos de idade, falesceu uma conhecida, que de tão próxima, tornou-se da família, considerada uma avó.
Minutos depois, me vi no velório, junto de meus pais e minha irmã. À minha volta, muitas pessoas que há anos não os via. Sobre a mesa, lá estava ela, descansando finalmente.
Foi doloroso. E quando menos esperei, veio minha pequena irmã, com sua sabedoria terna e doce, em seus seis anos de idade.
- Alec… Alec… A vovó está dormindo?
- Sim, querida. Sim… Ela está descansando…
- Que horas ela vai acordar?
- Ela, não vai acordar. Papai do céu chamou ela para ir com ele.
- Ah ta… Bom… Então a vovó vai morar com ele?
- Isso mesmo. Vai ficar junto do outro vovô.
- Entendi. Mas ela vai virar uma estrela também que nem o vovô?
- Sim, C. Ela vai virar uma estrela bem grande e brilhante.
Aquela que sempre pareceu inalcansável se foi, deixando para trás, pequenas e preciosas lembranças, sempre com muito carinho.
E… A vida continua…
Triste Quarta… Quero minha cama…
Abril 10, 2008 at 4:35 pm | In Retratos da Vida Real..., casa, rotina, trabalho | 27 Comments
Quarta feira, chuva, vento frio, “Ha! Vou dormir mais um pouco”. Abro o olho, vejo as horas, tomei um susto quando eu vi, e quando eu menos percebi, estava correndo pela casa, semi-nu, procurando o celular.
Missão falha, não achei minha calça. Ainda com sono, entro no chuveiro, quase frio para despertar de vez. Enrolado na toalha, vou ao quarto, pego uma camisa rosa salmão junto com a calça preta. Olho as horas, e vejo, estou atrasado mesmo!
AH!!!!!!!!!!! Cadê a *¨%$*&@$ do celular??
Liga pra ele, toca na lavanderia, sai correndo pega o maldito, acessa a agenda, vai descendo e procurando. PUFF, acabou a bateria. Sobe pro quarto, procura o carregador, olha até debaixo da cama, nada.
Cozinha. Anteontem usei na cozinha. Acho…
Vai para a cozinha, procura na mesa, olha embaixo dela, perto da cafeteira, no chão. Nada. De repente, um barulho “pick, pick, pick”. Quando olho para baixo, o gato, no canto, brincando com o fio do carregador.
Ótimo! Você não caça ratos, mas merece picanha hoje!
Liga pra firma, ninguém atende. Tenta de novo, toca cinco vezes, ninguém atende. Coloca as meias, arruma o sapato, dá uma lustrada rápida, e olha o calendário. No dia de ontem, um X enorme, em vermelho sangue. Um frio sobe a espinha, chega a nuca e percebe…
Mas que *¨%$*&@$!!! Hoje é dia de Reunião!!!
Engole um copo de café com dois wafles, pega uma barrinha de cereal e voa pro carro. Joga a mala no banco de trás, acende um cigarro. Entre uma tragada e outra procura… Procura…
Cade o controle da garagem???
Olha no painel, procura no porta luvas, debaixo do banco. Nada. Do carro pra cozinha, procura o celular. Tenta ligar de novo, e chama, chama, chama, ninguém atende.
Mas que *¨%$*&@$ de dia! E mal começou.
Vai pro carro, pega a maleta, e ai vê, embaixo dela o controle. Respira aliviado, abre a garagem, sai com o carro, manda fechar. O portão não fecha. Aperta de novo, nada. Desce do carro, irritado, dá um murro no portão, e ai ele fecha. Dentro do carro, come a barrinha de cereal, enquanto pega a avenida principal.
Ah não! Trânsito não! Ninguém merece…
Liga o som, tenta relaxar um pouco. Tocava Norah Jones. Minutos depois era LeAnn Rimes, ambas em um CD gravado à pouco tempo. Trinta minutos depois, estava à 5 minutos do trabalho, quando o telefone toca. Paro e atendo. Era a secretaria.
- Olha! Fala que eu já estou chegando!
- Você ligou no escritório?
- Sim. Liguei para avisar que vou chegar atrasado!
- Atrasado? Atrasado pra que, Alec?
- Oras! Pra reunião de hoje, as 9:00hrs!
- Alec! A reunião é amanhã! Eu te avisei na semana passada, que foi adiada pra amanhã!
- Sério? Poxa… Bom… Mas por que não tinha ninguém atendendo o telefone?
- Porque hoje, o pessoal da secretaria não virá! E você e eles são os únicos a chegar realmente cedo…
Que triste tudo isso… Plena quarta-feira e eu já to assim… Piradinho da Silva Cunha…
Sabe? Eu acho que trabalho de mais… Não?
E toca a dirigir pra casa, tudo de novo, rua por rua… Quero minha cama…
Safari no supermercado…
Novembro 21, 2007 at 7:26 pm | In casa, cotidiano, fim de semana, rotina | 19 CommentsEsta semana foi um caos total. Minha rotina foi quebrada. É certo que eu a odeio, mas ao menos me trazia uma idéia do que basicamente poderia ser quebrado, seja no almoço ou no café, ou mesmo nos cinco minutos em que saio e dou uma volta enquanto fumo, vendo as pessoas da região.
E tudo pelo feriado que não previ, e consequentemente, não programei. Ou desprogramei. Quase sempre mudo o que irei(ia) fazer. É muito difícil programar algo com precisão maior que 20%.
Como resultado pensei e cheguei realmente a acreditar, que passaria o pré-feriado em casa, mergulhado nas taças e taças de meu vinho favorito e mais uma montanha de filmes que comprei mas ainda não vi.
Grande engano. Foi só abrir a geladeira para abraçar meu querido e meu reino desmoronou. A geladeira estava quase vazia e eu tinha esquecido que não fui ao mercado.
Ia na sexta, mas saí com um amigo, que pedia um ombro. Lástima minha, já que o pedido acabou sendo extendido à algumas horas de sinuca e bebidas, e em minha conta, já que o chorão deprimido e carente não trouxe a carteira.
Sem alternativa e muito irritado, fui ao meu safari noturno, em plena noite de segunda. E não teve jeito, entre pratos e garrafas, massas e bolachas, fui fazendo minha colheita para não ter que vir tão cedo… Enquanto isso ainda sonhando com o vinho gelado e meus filmes.
E assim foi indo… Até o momento em que passei no caixa, e quando fui pagar, vi as horas, 3hrs… O susto foi maior nas horas do que no valor… Quanto tempo eu perdi fazendo compras? Será possível que eu fiquei três horas no mercado?
Ainda penso afundo, faço contas e não me conformo com o horário em que saí do mercado.
É… Viver sozinho tem suas vantagens… Mas as desvantagens são assustadoras….
Roupas Sensuais para Solitários
Outubro 9, 2007 at 5:26 pm | In Geral, casa, cotidiano, relacionamentos | 9 CommentsPassando por um dos imensos caminhos existente neste mundo virtual de blog´s e cia, deparei-me com algo que realmente me fez cair em risadas. São objetos simples, normais em todas as casas, mas de certa forma irônicos a ponto de serem engraçados.
O comentário que me chamou a atenção foi “A solução perfeita para garotos que moram sozinho.”
Como todo geminiano, curioso até não poder mais, não me segurei e corri atrás para ver do se que tratava. Admito de antemão que passou de tudo em minha mente, menos o que seria a solução própriamente dita.
Para aqueles que realmente se sentem sozinhos, podem ser uma boa escolha. Alguma dúvida disso? rs
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