Palavras ao Vento… Um começo…
Outubro 15, 2009 at 3:33 pm | In Geral, Palavras ao vento..., contos, relacionamentos | 4 Comments
No sábado, fazia um lindo sol. Ele, chegou um pouco antes do previsto. O ponto de encontro era a estação de metrô, na estação Sumaré.
Estava ansioso, os segundos pareciam horas de tortura. E se ela não gostar de mim? E se eu fizer algo de errado? Os pensamentos iam e vinham, freneticamente, e por diversas vezes pensou em ir embora. Já não sabia mais o que pensar…
O tilintar do relógio fazia um som oco, agudo, que para muitos seria algo impercepitível, mas para ele era agonizante. Andava para um lado, parava, respirava, então olhava pela abertura da plataforma, sentia o aperto no peito, e voltava a ir para o outro lado.
Então resolveu sentar, e se pegou batendo o pé no chão, meio tremendo, meio inquieto, muito incomodado. E ao olhar para os lados, via pessoas indo e vindo, rindo, e por não saber sobre o que era, se sentia envergonhado por achar ser o motivo.
Olhou para o relógio da estação, havia passado poucos minutos. A aperto no peito aumentara. Ela não vai vir, Pronto! Tomei um cano!
Nervoso, inquieto, levantou novamente. Agora olhava pelo vidro da estação, onde carros iam e vinham, e ele observava atentamente, na procura pela calma. Olhou novamente para o relógio, já passava dez minutos do horário marcado.
Foi então, que ao olhar para os bancos mais ao lado, meio afastados, viu uma linda garota sentada no banco, com cabelos longos e lisos, castanhos como amendoas, pele clara. Em suas mãos, um bloco de anotações onde escrevia sem parar.
Pensava… Não pode ser ela. Eu não teria tanta sorte assim. Se fosse ela, ela viria falaria comigo. Eu tomei um cano mesmo.
De repente, ela olhou de volta enquanto ele a observava. Sem graça desviou o olhar, e sentiu a pele corar instantaneamente.
Ao olhar novamente para o relógio, já passava de vinte minutos do marcado. Desanimado, levantou, e caminhou calmamente para o metro, que já estava se aproximando. Iria embora, perdera o ânimo e o dia.
De repente se pegou novamente olhando para o lado, e não viu a garota sentada. Foi então que do outro lado ouviu…
- Vai mesmo embora sem falar comigo?
Continua…
Palavras ao Vento… Um início…
Outubro 2, 2009 at 2:49 pm | In Geral, Palavras ao vento..., contos, relacionamentos | 1 Comment
A vida prega peças certeiras, cruzando caminhos e destinos. De repente, tudo se agita e vira bagunça, seja na vida ou nos sentimentos. Assim gira o mundo, assim que funciona tudo, assim que se vive…
Cristian, 18 anos, olhos negros, cabelos lisos e curtos, castanhos, altura e peso compatíveis. Era o chamado CDF, tinha poucos amigos e nunca namorara.
Já há alguns meses, fazia estágio em uma empresa de certo nome, estatal, localizada na Paraíso. O tipo de funcionário pontual, sempre de bom humor, ganhando pouco e nunca reclamando.
Um dia, Ricardo, um senhorzinho com seus 40 e poucos anos, fora transferido para o seu setor, para ser seu parceiro de trabalho.
Entre conversas e trabalho, Ricardo ia contando de sua vida, como era sua casa, sua filha, sempre dizendo um dia você vai conhece-las. E Cristian escutava sempre, prestando muita atenção em cada palavra que ele dizia.
Foi então que Cristian deu uma caneta, dessas de empresa, para que Ricardo desse a sua filha, que colecionava-as. Ricardo apenas agradeceu. E o tempo rodava da mesma forma, dia após dia.
Um dia, ao atender o telefone, acabara por conhecer Mariana, a filha de Ricardo. Esta perguntava por seu pai, que fora a cantina e foi então que a conversa entre os dois começou.
Para a mesma semana, foi marcado um encontro, em um sábado. O mundo de Cristian começava a rodar, estava muito ansioso pelo encontro. Nunca tinha saído com uma garota antes.
No sábado…
Continua…
Jogos Mortais… Orgulho e Preconceito…
Agosto 27, 2009 at 8:44 pm | In Geral, Jogos Mortais, Mundo, São Paulo, contos, sexo | 7 Comments
Márcia, 25 anos, pele clara, cabelos negros medianos e lisos, peso ideal e altura compatível, gerente executiva da parte financeira de uma empresa de renome localizada próximo à Paulista e a Augusta. O tipo de mulher que muitas gostariam de ser, e que muitos adorariam ter.
Mas nada na vida é perfeito e auto-suficiente. Tudo existe em pares, sejam eles quais forem, assim como o dentro não existe sem o fora, ou o esquerdo sem o direito. Aquilo que pode ser perfeito por um lado certamente é cheio de imperfeições do outro. Ela não é diferente.
Por trás desta bela e bem sucedida jovem, há uma mulher cheia de desejos e vontades. O amor e o prazer até então nunca lhe foram apresentados, mesmo em seus relacionamentos anteriores.
Um dia chega ao escritório e o que se vê são só olhares dos muitos funcionários. A sala que antes de sua chegada era só convesas e risos, na sua presença se tornara silenciosa, apenas quebrada por alguns susuros ao fundo.
Sem entender porquê entra em sua sala, e se depara com o motivo. Jogada sobre a mesa, um cartaz seu, com uma foto provocadora, da época em que não estava na empresa. Esquecera que havia feito um ensaio para uma certa revista.
Atônita apenas se aproxima da mesa e analisa com calma, tentando se lembrar onde foi que falhara. Não entendia como aquilo havia saído de seu computador pessoal, ou quem havia retirado.
Pegou o cartaz e o enrolou. Colocou em uma pasta e saiu de sua sala, e novamente o mesmo silêncio agonizante. Envergonhada, não tinha coragem de encarar as pessoas, diante da vergonha da exposição, onde ao fundo ouvia-se claramente é ela mesmo, quem diria!?.
Depois disso, ao que se sabe, foi o pedido de afastamento.
Desejos são desejos, vontades são apenas vontades. Tê-los ou não é natural de cada um. Seria errado se todos soubessem? Até onde vai o orgulho diante de uma sociedade repleta de preceitos e preconceitos?
Contos Avulsos… No passado…
Dezembro 22, 2008 at 3:24 pm | In Retratos da Vida Real..., contos, relacionamentos | 2 CommentsEle via diante de seus olhos aquilo que nunca foi imaginado até então. Estático, apenas viu, olhou profundamente, e sorriu. De repente sentiu uma lágrima descendo pelo olho direito. Uma única lágrima, mas repleta de rancor, ódio, e acima de tudo tristeza.
Foi então que ela olhou para trás, e o viu. E só então tomou consciência do que havia feito e dito, sem imaginar que ele estivesse ali, às suas costas. Ainda assustada tentou falar, mas as palavras não chegavam a sua boca, agora tão seca.
- Dan, escuta eu não queria…
- Tudo bem, eu entendo.
- Escuta deixa eu falar…
- Não precisa, eu já estou indo.
- Não vai embora, deixa eu expli…
- Chega! Eu juro que vou me esforçar…. Pra te esquecer e odiar…
- Não! Espera, deixa eu falar! Me escuta…
Ele apenas se virou e foi caminhando calmamente até a porta. Entrou no carro, e foi embora, sem ao menos olhar para trás. E o clima no restaurante assim ficou tão pesado, que até uma criança sentiria.
Ela não sabia o que fazer, não conseguia andar, estava atônita. Sem ao menos perceber, as lágrimas foram brotando, sem parar. Alice não aguentou ver a amiga daquele jeito. Apenas a abraçou suas costas, e sussurou em seu ouvido.
- Amar é assim mesmo. Só nos damos conta quando perdemos, quando finalmente descobrimos o que queremos. Mas não desista. Lute e vá atrás, mesmo que não dê em nada. E se não der certo, viva. Simplesmente viva, e de hoje, só se lembre de não repetir os mesmos erros…
Jogos Mortais – Ciclo da Vida
Agosto 11, 2008 at 1:38 pm | In Geral, Jogos Mortais, São Paulo, contos, relacionamentos, sexo | 7 Comments
Marcos e Clara. Ele médico pesquisador, ela promotora de eventos.
Ele mora em Goiânia e pela primeira vez vinha a São Paulo para uma convenção da área. Ela por sua vez, vinha de Florianópolis, para visitar uma amiga, ex-colega de faculdade, que iria se casar.
Um desconhecia a existência do outro, e, tocavam sua vida, indiferente aos acontecimentos à sua volta, apenas marcados pelo acaso da noite, em uma distante cidade chamada São Paulo.
Duas pessoas incríveis, duas personalidades marcantes, dois destinos, duas vidas complexas. O destino para ambos era algo misterioso, que apenas o tempo era capaz de descrever.
Mas o destino em si adora brincar, dando nós as diversas linhas vitais e individuais, criando assim os acasos
que giram o mundo. Com eles não foi diferente.
Naquela chuvosa noite de sexta feira, justo naquela noite, tudo deveria ser como já havia sido planejado. Ele estaria no hotel se preparando para a viagem de volta e ela já estaria se deitando, na casa da amiga.
Mas uma seqüência inesperada de fatos, resultou no encontro dos dois.
Foi em um bar de uma danceteria próxima, que tudo aconteceu. No meio do tumulto que estava, eles acabaram conhecendo. Conversaram a noite inteira, e depois de muitos martinis e St.Remy´s, a magia aconteceu.
No dia seguinte, quando ele acordou, ela já tinha ido, sem nada para que ele pudesse encontra-la. Não entendia porque, mas sabia que não havia muito que pudesse fazer.
Meses depois, em Florianópolis, nascia uma menina, de nome Paula. Sua mãe, Clara, apenas não se perdoava pelo que fizera, se sentia promíscua, impura.
Enquanto isso, em Goiânia, Marcos apenas tentava entender porque ela havia partido sem dizer nada…
Palavras ao Vento… Novamente…
Junho 24, 2008 at 6:52 pm | In Palavras ao vento..., São Paulo, contos, relacionamentos, sentimentos | 9 Comments
- Caso você não se lembre, eu ainda sei onde você mora
Fora pego de surpresa. Não esperava vê-la, muito menos daquele jeito. Sentiu o rosto corar daquele jeito que sempre odiava.
Sem alternativa, apenas sentou-se em um dos degraus junto ao portão. E ela o acompanhou, do mesmo jeito que faziam, anos atrás.
Ele corado e sem coragem. Ela apenas tímida coma situação. Um queria a verdade enquanto o outro a ocultava. Dois cúmplices, dois mundos entrelaçados pelas brincadeiras errôneas dos mensageiros do destino.
De repente, se olharam… E assim ficaram estáticos, como se o tempo congelasse naquele instante, um momento único ao qual guardariam por bons e longos anos.
Então, ele sentiu a alegria preenchendo-o por completo, e sem se dar conta, sorriu ternamente. Cada célula de seu corpo vibrava, em uma sincronia perfeita.
Mas quando se lembrou da Paulista, tudo o que era alegria, tornou-se desespero, em uma reviravolta inexplicável. Seu sorriso apagara e seus olhos foram ao chão, onde já não se via o rosto dela.
E então… Ela começou…
- Um ano e pouco. Já faz um bom tempo…
- Por que você foi embora? Nem sequer se despediu!
- Há certas escolhas na vida, que são muito dolorosas, mas tem de ser feitas. Aquilo não foi excessão…
- Eu só quero entender…
- Não posso dizer. E eu apenas vim me desculpar…
- Ao menos vai ficar agora?
- Não… Vou precisar partir novamente…
- Você aparece do nada, me explica menos ainda, e já vai partir….
- Um dia eu explico. Apenas tente entender.
- Eu quero, mas não consigo. E… Não vou, nem posso esperar mais.
- …
- Olha… Eu… Tenho que ir. Já está tarde…
- Tudo bem… Eu já vou indo…
Ele nem sequer se depediu. Apenas olhou em seus olhos… Depois, entrou e fechou o portão atrás de si, apenas ouvindo os passos distanciosos de alguém que ele nunca mais veria…
Então, calmamente subiu as escadas, quebrando todo o silêncio que envolvia o ambiente. Sentia fome, mas não tinha mais ânimo, nem vontade alguma.
Ao chegar ao quarto, apenas se despiu e se deitou. O silêncio então o agredia, e o escuro apenas ocultava os pensamentos ruins que lhe vinham à cabeça.
Não aguentando, abriu as janelas e se deparou com ela. A mesma lua alaranjada, enorme e gigante, sorrindo só para ele. E então veio a última lembrança…
Como já dito, a vida dá voltas e voltas, e tudo a sua volta, aos poucos se encaixa, em um enorme quebra-cabeça já predestinado à acontecer.
Nela, diversas pessoas cruzam nossos caminhos, e cada uma deixa uma marca, por menor que seja. Algumas se vão rapidamente, outras demoram mais. E, sempre há uma, que é eterna.
Mas, tudo na vida, tem um começo, um meio e um fim. Não existem pontas soltas, tudo tem um final, seja ele qual for. E o dele, apenas era desconhecido…
Continua? Talvez… rs… Não briguem comigo!
Palavras ao Vento… Separados…
Junho 19, 2008 at 8:54 pm | In Palavras ao vento..., São Paulo, contos, relacionamentos, sentimentos | 11 Comments
Ele respirou fundo e esperou calmamente até que o sinal fechasse, atento à cada movimento da rua. Cada pessoa, carro, o tempo em si, tudo parecia andar mais devagar.
Enquanto isso, ainda não acreditava na possibilidade de ser ela. Não havia porque. Mas… Seria ela mesmo? Ou não? Quem sabe um devaneio criado pelo desejo de reencontra-la?
Começou a lembrar do passado. E viu que apesar do tempo, ainda se lembrava perfeitamente dela, de cada detalhe, tanto físico quanto de sua personalidade.
De repente, o sinal abriu, e ele, ansioso, ali ficou, esperando que ela atravessasse. Observava cada passo, e a medida que a garota se aproximava, o coração parecia acelerar mais e mais.
Na metade do caminho, acenou com a cabeça, e ela retribuiu. Ainda olhou para os lados para ver se era para outra pessoa, mas ela confirmara, murmurando seu nome.
Sorria por dentro, seu coração queria sair pela boca, as pernas agora fraquejavam, e suas mãos tremiam. O que dizer para ela? Havia tanto a perguntar, mas, por onde começar?
Mas… E se ela não o quisesse ver? E se ela tivesse partido por causa dele? Ele começou a ficar com muito medo das respostas, e… Em um ataque nervoso, saiu correndo, como alguém fugindo de alguma besta à solta.
Correu o maximo que pode, sem olhar para trás, parando somente à dois, três quarteirões à frente, de onde já não se via o ponto onde estava parado.
Para a sua sorte, a chuva começou a engrossar. As ruas então ficaram desertas, e não vendo alternativa, resolveu ir para casa. Correu até a primeira estação de metrô e entrou, agora vazio pelo horário.
Durante o caminho inteiro, ficou pensando e remoendo sua falta de coragem. Ainda não se conformava, e chegou a ficar com raiva de si mesmo.
Quarenta minutos depois estava ele, na porta de casa, procurando a chave em um de seus bolsos. Sentia-se triste e cansado, e por dentro, se ofendia como podia.
Então… Abriu a porta de casa, e ouviu, às suas costas…
- Caso você não se lembre, eu ainda sei onde você mora…
Continua…
Palavras ao Vento… Dois Mundos…
Junho 17, 2008 at 6:08 pm | In Palavras ao vento..., São Paulo, contos, relacionamentos, sentimentos | 8 Comments
A vida dá voltas e voltas, e tudo a sua volta, aos poucos se encaixa, em um enorme quebra-cabeça, um plano já predestinado à acontecer. Uma peça teatral triste e profunda, escrita e descrita por aqueles acima de nós.
Mal a noite caiu, chegou a chuva, em uma garoa fina, fria e cortante, daquelas que atinge aos poucos, de mansinho, mas que gela até a alma.
Ele era apenas mais um alvo, e caminhava enquanto à sua volta, pessoas iam a vinham frenéticamente, à procura de algum lugar seco e protegido.
Pensativo, caminhava sem parar, seguindo o fluxo da multidão… Não olhava para os lados, apenas seguia seu instinto e em seus olhos, apenas a imagem de um corpo vazio.
Tanto foi a distração, que não percebeu os esbarrões dos mais apressados, e só foi realmente despertar, quando, em susto, alguém o puxou, diante do avanço dos carros sobre o sinal fechado.
O motivo de toda a distração era bem claro e ele, mais do que ninguém sabia, só não admitia. A lembrança dela ainda o perseguia.
Já havia passado um ano e pouco, desde que ela fora embora. E desde então, nunca mais mandou notícias.
Dizia a todos que já havia superado, que a havia esquecido plenamente, que poderia partir para outra, e para complementar, dizia não querer nada no momento.
Pura mentira. Ainda se lembrava, claramente, e ainda há pouco tempo atrás, ficava escondido no escuro do quarto, remoendo o passado, lembrando dos momentos, se perguntado diversos porquês sem resposta…
De repente, ao olhar para o outro lado da rua, sentiu um aperto no peito. Uma moça esperava para atravessar em sua direção. Seria possível que fosse ela?
Ficou se questionando da possibilidade de que fosse ela. O pensamento ia tão rápido que os segundos pareciam horas. E foi aí que decidiu. Ele………..
Continua…
Palavras ao Vento… Garoto…
Maio 30, 2008 at 4:20 pm | In Geral, Palavras ao vento..., contos | 5 CommentsEra um garoto, que como eu…
…acredita na vida plenamente…
…traça seu destino pelo instinto…
…reza pelo dia do amanhã…
E…
…Como tantos, entre deveres e obrigações, ainda…
…sonha por um mundo melhor…
…engole as lágrimas nas horas difíceis…
Mas…
…A vida não para e ele continua…
…lutando por um mundo digno…
…na batalha, dia a dia com fé…
…(sobre)vivendo esse dia a dia…
Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena…
Palavras ao Vento… Os Sentimentos…
Abril 22, 2008 at 11:20 pm | In Palavras ao vento..., contos, relacionamentos, sentimentos | 20 Comments
Tudo corria bem no mundo inconsciente dos Sentimentos, e como sempre o Amor reinava nos corações, apaixonados ou não, preservando seus ideais, praticados assiduamente, desde o Amor ao Próximo ao Carinho Entre os Casais.
Um dia, revoltado com a situação, seu irmão Ódio, resolveu tomar uma atitude, dizendo não aguentar mais tanta melação.
Convocou então uma reunião entre os mais fortes Sentimentos Ruins e Pecados, para assim, ocupar seu trono com louvor. Dentre eles, estavam a Inveja, o Ciúmes e a Arrogância.
- Proponho um desafio. Aquele que me trouxer o Amor, terá uma farta recompensa. Alguém se dispõe para tal?
Todos toparam. E um a um, foram trabalhando.
O primeiro foi a Inveja, que jogou suas pragas entre os amigos e colegas, e todos começaram a brigar e criticar uns aos outros. Mas falhou diante da força da Compreensão.
Em seguida foi o Ciúmes que jogou suas pragas entre os irmãos e os namorados, e todos, com ou sem motivo, começaram discutir sem parar. Mas este também falhou, diante da existência do Carinho.
O próximo, a Arrogância, jogou suas pragas em todos, e então, todos começaram a se agredir, indo diretamente nas feridas do outro. Mas este também falhou, diante do poder do Reconhecimento.
Um a um, foram todos os Pecados e Sentimentos, incessantemente. Mas independente da quantidade de tentativas, todas eram falhas, diante da força dos ensinamentos do Amor.
O Ódio, praticamente havia desistido, quando chegou o Mascarado. Este por sua vez, não se identificou, apenas dizendo que conseguiria tal feito. O Ódio, mesmo não crendo em suas palavras, consentiu, e assim o Mascarado sumiu.
Passados alguns meses, o Ódio já havia esquecido do ocorrido, quando de repente, chega o Mascarado com o Amor em suas mãos. O Ódio não acreditava no que via, e indignado, pagou a recompensa.
O Mascarado então, revelou-se. Aquele que é tão corriqueiro no dia-a-dia vencera o Amor. Seu nome, é Rotina.
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