Pequenas Verdades… Ainda lembro…

Novembro 24, 2008 at 8:22 pm | In Intimidade..., Pequenas Verdades..., devaneios, eu, lembranças, relacionamentos | 5 Comments

- Como você me vê?
- Como alguém de quem gosto muito.
- Muito quanto?
- O quanto gostamos não se mede, com números. Apenas com o que faríamos por alguém.
- E o que você faria por mim?
- Se eu disser, estraga toda magia.
- Não gosto de ficar na curiosidade.
- Não fique. Apenas imagine.
- Imagino. Mas ficaremos juntos por muito tempo?
- Ao menos enquanto seus olhos esconderem seu lado triste…

Não sumi, não morri. Estou doente, sempre estive. Mas o problema maior, é que me perdi, nos longos caminhos da vida, onde o tempo é o menor de seus amigos, e as obrigações, a maior de suas fraquezas.

Calma. Fim de ano. Logo mais estou aqui.

Grandiosa São Paulo…

Março 19, 2008 at 2:38 pm | In Geral, cotidiano, devaneios, lembranças, rotina | 6 Comments

São Paulo, em mais uma de suas crises, vem instável e infantil, brincando do jeito que pode…

Hoje, pela madrugada, vinha serena e suave, com uma brisa leve, tal qual outono. E assim ficou por horas e horas, soprando suavemente, acalmando o bufão quente que caíra no dia anterior.

Mais tarde, como a mãe que acaricia sua cria, com toques suaves de carinho e ternura, assim fez em seu humor, em primavera, aquecendo os poucos que junto com ela, despertaram.

Mas como se tomado pela ira, talvez pelo trânsito crescente dia-a-dia, talvez pela má educação de seus tripulantes, veio quente e forte, agora impiedoso, tal qual verão.

Não me surpreenderá se mais tarde, em seu péssimo humor, vier chorosa e carente, pedindo colo e atenção. E como quase todos pouco ligam, adormecerá com a frieza do inverno, de lado, sem soltar um pio….

É… A cidade pode ser bem temperamental… rs…

Devaneios Noturnos Aleatórios – Chapter II

Março 14, 2008 at 12:42 pm | In devaneios, eu, sexo | 15 Comments

Assim imagino…

Você me beijando enlouquecidamente, segurando meus cabelos, puxando todos os fios juntos, enquanto minhas mãos percorrem todo o contorno de seu corpo, atrás dos botões que abririam a porta do desejo, meu corpo rumo ao seu, ambos atrás de sexo.

De repente, me joga na cama, e rasga minha camisa (Minha camisa não!!!), explorando cada cabelo, pelo, marca, todos os centímetros de meu corpo.

Com a boca, arranca as poucas peças que sobrou, percorrendo desesperadamente, atrás daquilo que tanto deseja, seu objeto de estudo e vontade, encontrando e sugando-o verozmente, como se fosse a última vez.

Minutos depois, a fome é parcialmente saciada, quando por fim encontra o licor tão cobiçado, engolindo gota-a-gota, enquanto me olha nos olhos, uma pantera selvagem, se satisfazendo com a caça.

Trocamos os papéis, e agora, a fome é minha. Seu seio, o acaricio, suavemente, como deve sempre ser, arranhando, beijando, mordiscando, cada pedacinho, por fim sintindo-o em minha boca, o bico rosado e quente, denunciante da batida acelerada do seu coração.

Tudo fica uma loucura, e quando menos percebo, empurra minha cabeça ao seu sexo. Me sacio em todo o néctar que me oferece, sem perder uma gota sequer, e quando percebo, novamente me arranca alguns cabelos, enquanto geme, grita, pede por mais e mais.

A cada grito, um tom mais alto, mais carregado em vontade, enquanto aperta minha cabeça com mais força, me obrigando a ir mais fundo, me fazendo percorrer por seus lábios rosados, chegando ao clitóris, ambos alvos de meu desejo.

E o que vem a seguir, é uma ligação contínua, um movimento frenético movido pelo instinto, ambos imersos em puro prazer. Posições e sensações, os movimentos antes suaves e delicados, agora mais rápidos e contínuos, acompanham passo a passo, tom a tom, toda a batida do quarto.

O silêncio antes quebrado pelos nossos gritos e gemidos, agora é invocado novamente, enquanto os movimentos voltam a ser suaves, delicados, sutis, acompanhando o último gemido, seu, inicialmente alto e com vontade, agora, mais suave, se perdendo no som do silêncio.

Ao fim, nos beijamos e sorrimos, agora saciados… Mas como eu disse, só imagino…

Tremulidades Sentimentais… Entardecer…

Janeiro 11, 2008 at 3:01 pm | In Tremulidades sentimentais..., devaneios | 16 Comments

Da varanda vislumbro todo o entardecer… Me delicio ao presenciar cada raio dourado se partindo em brisas suaves azuladas… Eis então que vem minha musa noturna… Chega em seu lindo vestido azul noturno, e me banha em sua aura branca, delicadamente…

E assim adormeci…

Horas depois, desperto e vejo… Já é dia e o gigante dourado me aquece em seu abraço, enquanto as pessoas andam calmamente pela rua, ignorando completamente a sua presença…

Mais uma vez me vi sozinho, solitário, sentado na varanda vazia… Onde estará você?

Tremulidades Sentimentais… Agoniante vivência…

Novembro 26, 2007 at 6:04 pm | In Tremulidades sentimentais..., devaneios, hoje, sentimentos | 22 Comments

dois.gif

Acordo no meio da noite… Desnorteado, olho pelos lados e me vejo mergulhado no mesmo silêncio de sempre, só quebrado então, pela respiração ofegante de um pesadelo incomum.

Apoio a cabeça em minhas mãos… Mexo o pescoço e tento relaxar… Respiro o mais fundo possível…. Mas a tentativa de pensar um pouco vai-se em vão, juntamente com o sono, hoje tão delicado e escasso.

Na cabeça milhares de assuntos, idéias e preocupações… Todas inacabadas e, em sua grande maioria, me pressionando cada vez mais rumo ao precipício de insanidade e desespero.

Pisco os olhos e de repente, já é dia, a rotina é um ótimo consumidor do tempo. E agora estou no escritório, sentado junto a mesa, tomando meu café, vendo pilhas e pilhas de papéis todos a serem resolvidos.

E assim o faço, e sem querer percebo, mais uma vez, o eterno romance dos olhos com o monitor, agora seduzido e sentenciado por uma imagem, aquela imagem, dela que tanto desejo…

Imagem que passo horas vendo atentamente, e talvez a única, que consegue afastar minhas preocupações mais severas, trazendo um pouco de sossego para o meu peito…

Mas quando menos percebo, me vejo em lágrimas saudosas de veraneio… E junto dela, as mesma pergunta que me persegue nos sonhos…

“Onde está você, querida?”

Palavras ao vento… Encontros e desencontros…

Novembro 12, 2007 at 6:27 pm | In Palavras ao vento..., contos, devaneios, relacionamentos | 17 Comments

casal.jpg

A vida dá voltas e voltas, e tudo a sua volta, aos poucos entra na dança. Em cada passo e compasso, um acontecimento… Aquele acontecimento, que profundamente, marca sua alma… De forma boa ou ruim, sempre marca, inesquecível… Sempre…

Ele, ainda tímido, toma uma atitude e convida ela, para que seja sua dama… Receosa, imersa em lembranças inesquecíveis, pensa e aceita… Aposta sua valsa naquela dança…

E eis que começa o baile… Ele vem vestido de dia, e ela de noite… Ele em seu paletó branco com detalhes dourados e reluzentes, segurando uma linda rosa vermelha, para ela… Ela vem seu vestido decotado longo e azul, repleto de detalhes brilhantes, segurando o sorriso, para que seja só dele… Ambos impecáveis, um esperando o outro…

Mas, por alguma brincadeira ou casualidade do destino, os dois não se viram, e consequentemente, ficaram se perguntando onde estaria o outro… E o baile apenas havia começado…

É triste jogo do destino, que brinca de esconde-esconde, fazendo com que algumas almas tão próximas, se tornem completamente distantes…

Assim é a realidade, um baile diário, repleta de encontros e desencontros, em uma dança contínua entre casais, avulsos e não formados, que aos poucos vão se conhecendo, e assim vão vivendo, até decidirem trocar novamente, incessantemente, procurando o par que completa sua dança…

Ela… Ainda espera ele… E ele… Por ela… Ambos esperam o outro, até o dia do próximo baile, quando o destino permitir…

Tremulidades Sentimentais… Apenas…

Novembro 8, 2007 at 4:29 pm | In Tremulidades sentimentais..., devaneios, eu, hoje | 18 Comments

Hoje…

Quero viajar, sem rumo ou direção, seguindo meus passos, deixar-me levar pelo vento, sendo apenas desviado pelo acaso momentâneo e inconstante.

Quero pular do penhasco, me segurando apenas pelo desejo, jogado ao ar, e levemente, seguir a intuição, em busca da luz do destino.

Quero mergulhar no sonho, acreditar no mundo, no futuro, e fazer parte de um todo, ser necessário, como a peça que falta em todo quebra-cabeça.

Quero agarrar no seu braço, e ir além, viajar pelo impossível e inimaginável, onde tudo é perfeito, e nada mais importará. Só você… Vem comigo?

Sensualismo letrado…

Novembro 7, 2007 at 6:09 pm | In Geral, devaneios, eu, rotina, sexo | 10 Comments

Quase uma hora. Sim… Faz mais ou menos quase uma hora que estou neste namoro sem futuro. Uma orgia completa e insana, regada à desejo, com casais compostos pelos meus olhos e o monitor de um lado (o de cima) e as mãos com o teclado no outro lado (o de baixo).

Neste exato momento, o teclado olha para as mãos, com aquele olhar 27, dizendo “adoraria ser tocada, vem, to te esperando“. E assim vem, caminhando, investindo em uma aproximação maior, um contato mais íntimo, apertos aqui, apertos ali… Tentativa completamente falha, já que dali, não rendeu nem mesmo um verso.

Enquanto isso, os olhos aguardam ansiosamente, que o monitor comece a despir o branco que veste, e mostre suas cores. Uma troca justa e recheada de sedução. O monitor se joga, atrás de algo mais forte, profundo, um momento em que se sinta à vontade, como já fora outras vezes. E tenta, devagar, chamando a atenção dos olhos, seduzindo de todas as formas possíveis, esperando que o seu branco seja arrancado, rasgado, assim mostrando seu conteúdo tão repleto de formas e cores. Inútil.

E o tempo passa, corre pelos ares, escorre pela ampulheta… E silenciosamente, ficam, as mãos e o teclado, os olhos e o monitor, neste desejo insano de se complementarem, e assim aguardam na tentativa contínua, mesmo durante uma, duas, cinco horas, o dia inteiro.

Triste momento em que este romance não acontece, justamente pelo infortunado momento em que, entrelaçado, onde a mente vêm e fica, atrapalha, não permitindo este romance repleto de desejo, mas completamente inacabado.

E assim, se vai mais um dia… Quem sabe amanhã? Ou depois?

Devaneios Noturnos Aleatórios…

Novembro 5, 2007 at 4:12 pm | In devaneios, eu, lembranças, sexo | 19 Comments

sexo.png

Sexta à noite… Caos completo para quem mora sozinho… Nunca foi problema, mas a solidão às vezes bate forte… E quando menos espero, me vejo sorrindo para as paredes, conversando com minha gata ou mesmo apenas vislumbrando as formas criadas pela névoa do cigarro.

Sem chance de reagir, o silêncio e o breu entram pela janela. Invadem salas e quartos, preenchendo-os e dominando por completo. E ao fundo ecoava suavemente somente os meus passos e as batidas leves do vento balançando as cortinas.

Foi então que alguém apareceu. Inexplicavelmente, entrou em casa, sem eu sentir ou perceber. Aproveitou-se da escuridão, uma dupla perfeita e inigualável. A gata que persegue sua caça, sem medo e de pirraça, corre silenciosamente, atrás de sua vítima.

Um suspiro, e vem o abate, pula e ataca, e agora brinca para só depois devorar. Pego de surpresa, sem camisa, rendido em pleno chão do quarto, presa fácil. O cheiro de vontade toma o ar, e a noite, está apenas começando…

Suas mãos tateiam, puxam e arranham… Minha boca sente o gosto de seu lóbulo, descendo vagarosamente pelos cabelos negros indo ao pescoço, enquanto minhas mãos te despem a blusa, a procura de teus seios… Tua boca, agora marca meu pescoço, enquanto desesperadamente arranca o resto do que visto.

Enfim nus, como viemos ao mundo, apenas em nossos desejos carnais. Jogo-te na cama, e beijo seus seios, apoiado em meus braços, enquanto impetuosa, marca minhas costas, do jeito que gosta.

Deixou-se tomar pelo desejo, segurando em meus cabelos, jogou-me entre suas pernas, me saciando em seu néctar. O quarto é inundado por gemidos agudos, enlouquecidos e carregados de prazer. A caçadora, tornou-se a caça.

O gosto do sexo me desce pela garganta, enquanto enlouquecida e desesperada procura por meu membro, melado e intumescido. Gata faminta, mordiscando cada milímetro, atingindo o fundo da garganta, freneticamente, até se saciar ao leite então concebido.

O desejo, incontrolável, a faz puxar meus ombros, e eu a obedeço, preenchendo o meio de suas pernas. Entre beijos e mordidas, os gemidos agora são de vontade. Os movimentos agora acelerados, imersos em delírios, chega ao êxtase. Seu corpo, meu corpo, ambos trêmulos, paralisados, entorpecidos pelo prazer.

Jogados sobre a cama, cansados, exaustos, satisfeitos… Sua mão acaricia meu rosto, e um beijo acontece. E então, tudo se apaga…

No dia seguinte… Abro os olhos. O relógio mostra o começo da tarde. Estou sozinho, de novo. Da noite anterior, a lembrança de gritos, loucura e prazer… Gostoso de mais…

Sonhos, Devaneios e Muitos Desejos…

Outubro 22, 2007 at 5:46 pm | In devaneios, eu, lembranças | 19 Comments

Há alguns anos, muitos para ser sincero… Em uma noite, a qual não lembro de detalhes muito importantes, imerso em sonhos, ainda infantis…. Tudo deveria ser normal… Mas… Ela invadiu meu sonho… E me atiçou inesquecivelmente….

Ao fundo, ressoava uma melodia doce e suave, que tocava o coração, apaziguava toda a alma, com uma delicadeza tal que faria até mesmo do grande Cerberus, um poodle de madame inglesa.

Ela, uma linda garota, cabelos escuros junto aos ombros, pele clara, altura próxima a minha, uma boneca de vidro, sorrindo sutilmente, sentada à minha frente… Voltou-se para a cozinha, e então percebi que preparava o jantar…

Sobre a mesa de mármore branco, um bom vinho tinto, à luzes de velas, uma pequena toalha vermelha. Os pratos brancos, com detalhes dourados, acompanhados de guardanapos em salmão e talheres que mais pareciam espelhos.

Veio então ao meu encontro. Sua mão tocou minha face, em um sinal de carinho, e um longo abraço aconteceu. Uma sensação quente, de felicidade, um calor que preenchia o corpo, um momento inesquecível…

Ainda meio abraçada, mergulhou no fundo dos meus olhos, decifrando todos meus pensamentos. Sorriu, fechou os olhos, e se aproximou… Senti, com todas as sensações possíveis e impossíveis, todo o calor de um beijo, o primeiro beijo.

De repente, tudo esvaecia, indo a um negro intenso, profundo, que rapidamente tomava tudo. Sem querer, sem saber, acordei abraçando o ar, enquanto ainda me perguntava o seu nome.

Sempre… Todos os dias… Relembro detalhadamente… Enquanto me sentir vivo… Um dia, ei de acontecer… Sonho, devaneio ou mero desejo? Realmente algo que nunca saberei a resposta….

Próxima Página »

Blog no WordPress.com. | Theme: Pool by Borja Fernandez.
Entries and comments feeds.