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Arquivo para a categoria ‘Devaneios’

Pequenas Verdades… Ainda lembro…

novembro 24, 2008 5 comentários

- Como você me vê?
- Como alguém de quem gosto muito.
- Muito quanto?
- O quanto gostamos não se mede, com números. Apenas com o que faríamos por alguém.
- E o que você faria por mim?
- Se eu disser, estraga toda magia.
- Não gosto de ficar na curiosidade.
- Não fique. Apenas imagine.
- Imagino. Mas ficaremos juntos por muito tempo?
- Ao menos enquanto seus olhos esconderem seu lado triste…

Não sumi, não morri. Estou doente, sempre estive. Mas o problema maior, é que me perdi, nos longos caminhos da vida, onde o tempo é o menor de seus amigos, e as obrigações, a maior de suas fraquezas.

Calma. Fim de ano. Logo mais estou aqui.

Grandiosa São Paulo…

março 19, 2008 6 comentários

São Paulo, em mais uma de suas crises, vem instável e infantil, brincando do jeito que pode…

Hoje, pela madrugada, vinha serena e suave, com uma brisa leve, tal qual outono. E assim ficou por horas e horas, soprando suavemente, acalmando o bufão quente que caíra no dia anterior.

Mais tarde, como a mãe que acaricia sua cria, com toques suaves de carinho e ternura, assim fez em seu humor, em primavera, aquecendo os poucos que junto com ela, despertaram.

Mas como se tomado pela ira, talvez pelo trânsito crescente dia-a-dia, talvez pela má educação de seus tripulantes, veio quente e forte, agora impiedoso, tal qual verão.

Não me surpreenderá se mais tarde, em seu péssimo humor, vier chorosa e carente, pedindo colo e atenção. E como quase todos pouco ligam, adormecerá com a frieza do inverno, de lado, sem soltar um pio….

É… A cidade pode ser bem temperamental… rs…

Devaneios Noturnos Aleatórios – Chapter II

março 14, 2008 15 comentários

Assim imagino…

Você me beijando enlouquecidamente, segurando meus cabelos, puxando todos os fios juntos, enquanto minhas mãos percorrem todo o contorno de seu corpo, atrás dos botões que abririam a porta do desejo, meu corpo rumo ao seu, ambos atrás de sexo.

De repente, me joga na cama, e rasga minha camisa (Minha camisa não!!!), explorando cada cabelo, pelo, marca, todos os centímetros de meu corpo.

Com a boca, arranca as poucas peças que sobrou, percorrendo desesperadamente, atrás daquilo que tanto deseja, seu objeto de estudo e vontade, encontrando e sugando-o verozmente, como se fosse a última vez.

Minutos depois, a fome é parcialmente saciada, quando por fim encontra o licor tão cobiçado, engolindo gota-a-gota, enquanto me olha nos olhos, uma pantera selvagem, se satisfazendo com a caça.

Trocamos os papéis, e agora, a fome é minha. Seu seio, o acaricio, suavemente, como deve sempre ser, arranhando, beijando, mordiscando, cada pedacinho, por fim sintindo-o em minha boca, o bico rosado e quente, denunciante da batida acelerada do seu coração.

Tudo fica uma loucura, e quando menos percebo, empurra minha cabeça ao seu sexo. Me sacio em todo o néctar que me oferece, sem perder uma gota sequer, e quando percebo, novamente me arranca alguns cabelos, enquanto geme, grita, pede por mais e mais.

A cada grito, um tom mais alto, mais carregado em vontade, enquanto aperta minha cabeça com mais força, me obrigando a ir mais fundo, me fazendo percorrer por seus lábios rosados, chegando ao clitóris, ambos alvos de meu desejo.

E o que vem a seguir, é uma ligação contínua, um movimento frenético movido pelo instinto, ambos imersos em puro prazer. Posições e sensações, os movimentos antes suaves e delicados, agora mais rápidos e contínuos, acompanham passo a passo, tom a tom, toda a batida do quarto.

O silêncio antes quebrado pelos nossos gritos e gemidos, agora é invocado novamente, enquanto os movimentos voltam a ser suaves, delicados, sutis, acompanhando o último gemido, seu, inicialmente alto e com vontade, agora, mais suave, se perdendo no som do silêncio.

Ao fim, nos beijamos e sorrimos, agora saciados… Mas como eu disse, só imagino…

CategoriasDevaneios, Eu, Sexo

Tremulidades Sentimentais… Entardecer…

janeiro 11, 2008 16 comentários

Da varanda vislumbro todo o entardecer… Me delicio ao presenciar cada raio dourado se partindo em brisas suaves azuladas… Eis então que vem minha musa noturna… Chega em seu lindo vestido azul noturno, e me banha em sua aura branca, delicadamente…

E assim adormeci…

Horas depois, desperto e vejo… Já é dia e o gigante dourado me aquece em seu abraço, enquanto as pessoas andam calmamente pela rua, ignorando completamente a sua presença…

Mais uma vez me vi sozinho, solitário, sentado na varanda vazia… Onde estará você?

Tremulidades Sentimentais… Agoniante vivência…

novembro 26, 2007 22 comentários

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Acordo no meio da noite… Desnorteado, olho pelos lados e me vejo mergulhado no mesmo silêncio de sempre, só quebrado então, pela respiração ofegante de um pesadelo incomum.

Apoio a cabeça em minhas mãos… Mexo o pescoço e tento relaxar… Respiro o mais fundo possível…. Mas a tentativa de pensar um pouco vai-se em vão, juntamente com o sono, hoje tão delicado e escasso.

Na cabeça milhares de assuntos, idéias e preocupações… Todas inacabadas e, em sua grande maioria, me pressionando cada vez mais rumo ao precipício de insanidade e desespero.

Pisco os olhos e de repente, já é dia, a rotina é um ótimo consumidor do tempo. E agora estou no escritório, sentado junto a mesa, tomando meu café, vendo pilhas e pilhas de papéis todos a serem resolvidos.

E assim o faço, e sem querer percebo, mais uma vez, o eterno romance dos olhos com o monitor, agora seduzido e sentenciado por uma imagem, aquela imagem, dela que tanto desejo…

Imagem que passo horas vendo atentamente, e talvez a única, que consegue afastar minhas preocupações mais severas, trazendo um pouco de sossego para o meu peito…

Mas quando menos percebo, me vejo em lágrimas saudosas de veraneio… E junto dela, as mesma pergunta que me persegue nos sonhos…

“Onde está você, querida?”