Noite da Desforra – Maio… Parte 2

Saí do trabalho um pouco mais tarde do que o costume, mas mesmo assim não foi tarde o bastante. Acabei tendo que perambular pelas ruas até dar o horário marcado, no caso 22:00hrs.
Deu tempo o suficiente para sacar dinheiro, tomar um café quente (estava muito frio), ver algumas revistas na banca, e claro, me abastecer de nicotina pelo final de semana inteiro.
Mas dito e feito, no horário marcado, estávamos todos lá, no novo apartamento do M.
Assim que chegamos já fomos jogar algumas partidas de “Duvido”. Para minha surpresa, já estava tudo arrumado, a mesa, as fichas, as cadeiras e até mesmo o cinzeiro para que eu usasse.
Para quem não conhece o jogo, funciona da seguinte forma:
Um jogador, coloca sobre a mesa uma carta, voltado para baixo, dizendo o valor daquela carta. O próximo o faz também. Mas isso não significa que ele o tenha feito realmente. Sendo assim, qualquer pessoa pode duvidar do último jogador. Se for a carta mesmo, quem duvidou fica com as cartas da mesa, se não, o “mentiroso” é quem pega. Ganha quem ficar sem cartas.
Na primeira partida, até que fui bem, cheguei bem perto, mas como quase sempre, M. foi o vencedor. Na segunda, já meio desanimado, nem pensava mais em ganhar, e desta vez, F. levou a vitória.
Minutos depois fomos jantar. Pela tradição, ou é Pizza, ou é Fora. Naquela noite, foi fora, e para a minha surpresa, fomos comer “japonês”.
Acho que posso contar nos dedos as vezes que eu fui num restaurante japonês. Normalmente aproveito do restaurante que eu almoço, que sempre serve um ou dois pratos.
Sinceramente, a comida foi muito boa, servem bem, e eu até recomendo o restaurante para quem quiser ir… Mas foi só quando eu vi a conta, que eu lembrei como esses restaurantes são caros.
Bom… O fim da noite foi pratimente regado à mais partidas, pequenos vídeos, muito cigarro e… Novidades… Muitas por sinal, o que demonstra o quanto eu fiquei ausente entre eles.
Eu ri de muitas coisas, chorei sobre outras, ouvi conselhos de um e fui ouvido por outros. Compartilhei sobre o que acho e penso, e fui aceito por ser quem sou…
E a noite seguiu, até o dia clarear. Quando dei por mim, já era noite novamente, e me entristeci, ao voltar para minha vida medíocre, assim como em todas as outras noites assim…


