
Há alguns anos atrás, quando eu ainda trabalhava no banco, peguei o péssimo hábito de ir no bar, logo após o expediente. E não eram poucos os fatores que me incentivavam a esse horríel hábito.
Havia acabado de terminar o namoro, havia os convites dos colegas funcionários, sem contar que os bares ficavam atrás de uma Faculdade.
Em uma dessas noites, justo numa sexta-feira, acabei voltando para casa já bem tarde da noite, perto das 4hs da matina quando eu peguei o primeiro metrô do dia.
Cheguei em casa, dei um alo pro pai já ia se deitar (meu pai também é desenhista), assaltei a geladeira, joguei uma ducha e me deitei. Do jeito que caí, fiquei.
Por volta das 8 da manhã, em um pleno sábado de sol, depois de uma noitada daquelas, alguém resolve tocar minha campainha. Até tentei ignorar, mas não deu muito certo.
Agora imaginem a cena. Eu na época, magro, branco, com os cabelos todos embaraçados, com a cara toda amasssada, usando a primeira camisa que eu vi, me perguntando quem diabos resolve me acordar aquela hora.
Antes de continuar só uma coisa. Eu creio em Deus, mas não tenho uma religião própriamente escolhida. E não tenho nada contra nenhuma delas.
As ditas cujas eram testemunhas de Jeová chamando os moradores da região para que fossem visitar a igreja.
E conversa vai, conversa vem, fui jogando minhas desculpas, tentando voltar pra cama. Mas isso tudo ainda tentando ser educado pela “boa vontade” das senhoras.
Foi então que eu percebi, do outro lado da rua, um grupo de jovens entre 16-20 anos, todos bem vestidos de social, e pela região onde eu morava, achei muito estranha a situação.
- Então. Venha nos visitar um dia! – olha para trás – Essas gracinhas fazem parte do grupo de jovens e acho que adorará fazer parte dele.
Depois de um convite desses, eu preciso dizer alguma coisa? Odeio quando tentam me comprar…