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Arquivo para a categoria ‘Palavras ao vento…’

Palavras ao vento… Triste Verdade…

junho 28, 2010 7 comentários
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- Quer ir para sua casa ou para a minha?

- Para falar a verdade, acho que precisamos conversar….

A primeira impressão gerada pela frase dita foi um onda gélida passando pela espinha de Cristian, do pescoço ao coccix, logo após se tornando uma mescla de medo e surpresa que se apresentava em sua face, agora demonstrando claramente seu espanto, acentuada pelos olhos arregalados olhando firmemente de encontro aos olhos dela. Não sabia o que dizer, não sabia o que pensar, nem ao menos sabia se queria ouvir o que ela tinha para conversar. Após alguns longos cinco segundos ela apenas olhou para o lado e continuou…

- Sinceramente, sábado passado, foi a melhor experiência que tive até hoje. Mas… Acho que fomos precipitados.

- O que você quer dizer com isso?

- Não devíamos ter chegado ao ponto onde chegamos. Estamos namorando há um mês e já tivemos relações. Não sei como pude fazer isso.

- Calma… Espera… No dia ainda perguntei se era realmente o que você queria. Eu nem esperava por isso mas foi você quem me puxou para lá.

- Cristian! Eu entendi bem? Você está me culpando?

- Não, eu não estou diz…

- Chega! Eu já estava chateada pelo ocorrido. Agora você me culpa?

- Espera! Calma! Deixa eu fal…

- Já disse chega!

As pessoas à volta apenas olhavam a cena, enquanto os dois nem ao menos notaram o que ocorria à sua volta. Ela estava nervosa e com os olhos serrados, e em um movimento brusco levantou a mão à altura do rosto de Cristian, este surpreso pelo gesto.

Instantes depois, ela baixou a mão, virou o rosto para o lado e sussurrou.

- Olhe… Eu….

Os olhos de Cristian, ainda arregalados de surpresa, agora se tornavam ligeiramente umedecidos, agora indo de encontro direto aos dela. Ela estava alterada, sabia, mas nada podia fazer, o que foi feito não pode ser apagado.

- Olha… Acho melhor terminarmos o namoro. Não estou me sentindo bem com a situação.

- Eu não quero terminar.

- Eu quero! Não consigo parar de pensar onde chegamos. Acho que fomos longe de mais e…. Nem consigo olhar para você direito.

- Mas…

- Estou indo embora…

Ela lhe deu um abraço, um beijo terno no rosto e caminhou para a ponta da estação, entrando no primeiro metrô que passou. Ele, estava catatônico, não conseguia pensar, não conseguia andar, ficou preso naquele momento.

Quando deu por si, estava no banheiro de um bar perto de sua casa, imerso em lágimas, e, pelas garrafas vazias, já havia se embebedado.

Dias depois ainda estava angustiado. Agora o antes bem humorado estagiário, era apenas mais um, amargurado, trabalhando por obrigação, sem vontade. Esquecer nunca é fácil, mas para ele, era a única alternativa. E para ele era uma tarefa mais árdua ainda, pois trabalhava com o pai dela.

Dias depois, ele já estava mais calmo, já havia se conformado com a situação.  Não havia esquecido completamente, mas já não doía tanto quanto no começo.

O fim do estágio já estava próximo e no meio da conversa com os outros estagiários, decidiu ir a um bar-balada, próximo ao Tatuapé. Não estava muito à vontade, mas sabia que não iria encontrar seus colegas tão facilmente. Movido pela saudade que sentiria deles,  resolveu ir.

Entre uma cerveja e outras bebidas mais, conseguiu se alegrar diantes de tantas promessas e objetivos expostos pelos seus colegas. Ainda se lembrava, desde o começo do estágio estavam presentes e por um momento sentiu uma pequena fagulha, mescla de alegria e diversão.

Foi então que, sentado de onde estava, viu  Mariana entrar no bar. De início se segurou, mas inquieto com a situação, resolveu levantar e ir até ela. Nem se aproximou muito e, viu, diante de seus olhos, Mariana beijando um outro rapaz.

Novamente ficou catatônico com o que viu. A dor do impacto de ver a cena era diversas vezes maior que a lembraça daquela despedida na estação.

Foi então que ela o viu e diante da situação apenas sorriu, caminhando em sua direção. Quando chegou bem perto fingiu avançar a dar-lhe um beijo mas ele recuou.

- Dói? Hum… Deve doer sim… Você se envolveu de mais…

- O que você queria afinal? Precisava disso tudo? Precisava me machucar tanto assim?

Ela então soltou uma gargalhada chamando a atenção de algumas pessoas à sua volta. O rapaz a quem beijava ria junto. Então cuidadosamente pegou em seu queixo, como uma mãe brincando com seu filho. Segundos depois, largou e foi caminhando para a porta, acompanhada pelo outro rapaz, este sempre rindo. De lá apenas gritou para que Cristian ouvisse claramente…

- Algumas pessoas colecionam selos, outros copos… Eu coleciono virgems!

Palavras ao Vento… Um fim…

março 8, 2010 9 comentários
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Naquele sábado, acordou cedo e tomou um banho. Já fazia pouco mais de um mês que estavam namorando, e, como em todo relacionamento recente, dois dias de distância já deixa saudades. Alás, tudo parecia maravilhoso, tudo era lindo, o céu era cor-de-rosa, a vida parecia ter mais gosto, e, como em todos os outros dias, ele estava ansioso para encontar Mariana.

Ainda lembrava do fim de semana anterior…

Cristian e Mariana se encontraram no metrô Paraíso, e fazia uma linda tarde de sexta. Ele não foi trabalhar, tinha tirado o dia de folga pelo feriado em que havia trabalhado. Ela, por sua vez, estagiava de manhã, e havia acabado de sair do trabalho.

De mãos dadas, foram caminhando pela Av. Vergueiro, aproveitando cada momento do passeio, sempre regado de muitos sorrisos, afagos e mimos, de ambos um com o outro.

Em determinado momento, ele viu que já eram quase 2hrs da tarde, e se lembrou que ela ainda não havia almoçado.

Conversando, foram caminhando até o Shopping Paulista. Lá decidiram juntos, almoçar no Pizza Hut, onde ele se ofereceu para pagar a conta, e ela apenas aceitou agradecendo logo em seguida. Pouco mais à frente, por sorte, havia música ao vivo no salão principal, onde o cantor naquele momento cantava My girl.

Sentaram-se lado a lado, e por alguns instantes ela apenas contemplou a música, com seus olhos bem arregalados observando Cristian, enquanto o pegava pela mão. E assim ficaram até que a música terminou, quando ela disse ao ouvido do namorado.

- Gosto dessa música.

- Também a acho muito bonita.

- Então será assim. Esta será a nossa música.

E se beijaram.

Após o almoço, voltaram ao passeio, andando pela Paulista até chegar em uma loja onde ela comprou mais algumas canetas. Ele apenas a acompanhava, segurando as sacolas das compras dela. Ao sair da loja, já eram pouco mais das 4hrs e entraram no metrô mais próximo, indo agora para a Liberdade.

Acabaram sentando juntos, e mais um beijo aconteceu, este agora mais carregado, mais convidativo. Ao fim do beijo ela estava com a cabeça em seu peito, ele ainda de olhos fechados.

Foi então que ela se arrastou até o pé de seu ouvido e deu uma leve mordiscada no lóbulo. Ingenuidade ou não, ele apenas achou gostoso, com um calafrio que corria a espinha e que o deixou todo arrepiado. Ela então deu um beijo em seu pescoço, e a novamente a mesma sensação, agora mais forte.

- Cris… Estamos indo à Liberdade, não?

- Sim. Por que?

- Hum… Quero te levar em um lugar lá?

- Qual lugar?

- Se eu falar, vai perder a graça.

Durante toda a viagem ele insistiu para saber, e ela apenas disse que não contaria. Aos olhos de todos apenas um casal em suas brincadeiras de surpresas. Aos olhos dele, a curiosidade devorava-o fervorosamente.

Chegando a Liberdade, passaram nas lojas de costumes, onde ele, a pedido da mãe, comprou alguns produtos orientais, e ela, mais e mais canetas. Após, passaram na Padaria Itiriki, onde compraram alguns doces.

Ele ainda intrigado, não tocou mais no assunto. Ela, se divertia com a situação, achava engraçado a jeito curioso do namorado. Ambos estava ansiosos pelo que viria e logo após as compras, sairam e foram caminhar. Segundo ela, respirar um pouco do ar oriental da Liberdade, enquanto ele ainda curioso, apenas se perguntava onde seria e o que seria o tal lugar que ela disse.

Quando se aproximaram do local, ela apenas disse para que ele a acompanhasse sem falar nada. E ele assim o fez. Se aproximando do local, visualizou um grande painel de neon, onde lia-se claramente HOTEL. Indiferente continuou andando. Quando percebeu estava andando sozinho, e ela estava em frente ao predio com o neon.

- Venha cá. É aqui.

- Não estou entendendo. É aqui que você queria me trazer?

- Sim. Queria passar a tarde com você…

- É isso mesmo que você quer? Não estamos sendo muito apressados? Se for por minha causa, ainda podemos esper…

- Xiu! – fez com um dedo sobre seus lábios – Sim, é isso que eu quero…

Ela o puxou e deu-lhe um longo beijo. E ele se entregou completamente. Ao fim entraram….

Kira PoesiasImagem retirada de Kira Poesias

Passara tres horas juntos. Tres longas horas de carinho e amor. Era a primeira vez dele, não dela. E ele simplesmente achou tudo maravilhoso.

Ainda se lembrava daquele lugar, da sensação do toque, de cada momento de amor e prazer.

Quando terminou de se arrumar, foi até o ponto de encontro. Sempre no mesmo lugar, junto aos bancos da estação Sumaré, no sentido da Brigadeiro, na ponta do lado sul da estação. A cada dia que passava com ela, sentia-se cada vez mais apaixonado. Cada sorriso causado nela, era como um troféu, guardado e cuidado com carinho e dedicação.

Ao chegar na estação, lá estava ela sentada no ponto de encontro, como em todos os outros encontros. Ao ve-lo ela se levantou e apenas lhe deu um beijo na maçã da face. Ele ainda achou estranho mas entendia que alguns dias, as mulheres em geral podem ter seus ânimos alterados. Então segurou-a pela mão, puxando junto ao seu corpo. Ela apenas se deixou levar.

- Para onde vamos hoje?

- Na verdade, hoje eu não estou afim de sair.

- Quer ir para sua casa ou para a minha?

Continua…

Palavras ao Vento… Um meio….

novembro 26, 2009 6 comentários
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- Vai mesmo embora sem falar comigo?

O que veio a seguir, foi uma mistura de surpresa e admiração. Surpresa pela atitude simples de apresentação, sem vergonha ou dúvida, sem a incerteza de ser ou não a pessoa por quem esperava, e, admiração pelo sorriso gracioso que apresentava uma mesca de felicidade e ansiedade.

- Mariana?

- Claro! Não passou pela sua cabeça ser eu ali sentada?

- Desculpe, pelo horário eu pensei que você não viria…

- Hum… Faz uns vinte minutos que eu cheguei. Como você não me viu, e como eu estava com vergonha, fiquei rabiscando o papel, esperando que você viesse falar comigo. Como vi que você iria embora, resolvi (com dificuldade) falar com você.

- Não imaginei que fosse você. Pelo horário imaginava que você nem viria. E pelo tempo que eu esperei, já ia embora.

- Não costumo faltar em encontros…

Ao terminar a frase, sentiu o peso do que disse. Seus rostos, o dele e o dela, imediatamente coraram, em um vermelho intenso, impossíveis de não notar. A vergonha foi tanta que ela mal conseguia encará-lo, e ele, vice-versa.

O que veio a seguir foi um silêncio fúnebre de duas pessoas desacostumadas ao contato um com o outro. Ele imaginava que suas últimas atitudes eram apenas estupidez, ela se condenava pelo que havia dito, ambos estavam interessados no que viria a seguir.

Minutos depois, quando finalmente conseguiram se olhar, ela parecia nervosa com as mãos apertadas junto a bolsa, mas ainda apresentava aquele sorriso… E ele, ainda corado, finalmente puxou novamente a convesa, enquanto a caminhava para o proximo metro.

- Bom… O que gostaria de fazer? Deixo que você escolha.

- Eu queria ir à Paulista e passar pela livraria ver algumas canetas, daquelas metálicas. Depois passar pela Liberdade, dizem ter umas canetas diferentes por lá… Quer dizer, isso se vc puder…

- Por mim não tem problema algum…

A viagem até a consolação, durou cerca de cinco longos e silensiosos minutos, com direito a olhares disfarçados, e quando cruzados, pequenos desvios imprecisos que acabavam por gerar rostos corados por ambos os lados.

Quando finalmente chegaram, havia muitas pessoas para entrar e subir na estação. Em meio ao tumulto, instintivamente ele a segurou pela mão, puxando-a delicadamente enquanto a protegia dos desesperados que entravam no vagão.

Ao sair do vagão, se entreolharam, e somente ai que percebera que ainda a segurava pela mão. Ela apenas lhe retribuiu com um sorriso, enquanto ele envergonhadamente se desculpava.

- Desculpe, eu…

- Não precisa. Você me protegeu, isso foi muito carinhoso da sua parte.

- Bom… Em que lugar você gostaria de ir? Eu conheço mais ou menos a região.

- Ah… Vamos andando. Vamos descobrir juntos…

Caminharam então para a escada rolante, onde havia uma grande quantidade de pessoas que se aglomeravam tanto para subir como para descer. Deixou que ela fosse na frente, subindo logo atrás, segurando-se no corrimão do lado oposto.

De repente, a escada rolante deu um tranco, e ela se desequilibrou. Antes que os dois pudessem perceber, ele a pegara pela cintura e seus olhos cruzaram penetrando profundamente um ao outro. Suas bocas agora a poucos centimetros de distancia, a respiração acelerada e ritmada era convidativa ao toque, os braços à cintura já não eram uma questão de segurança, e sim uma desculpa.

No entanto a escada rolante já estava chegando ao final, e pelo toque e sinal da pessoa as costas do casal, o clima se perdera, fora quebrado completamente. Os braços antes à cintura agora seguravam novamente o corrimão.

Novamente não conseguiam se encarar. As perguntas de um, agora eram apenas respondidas com palavras curtas e singulares, quando não o contrário.

Ao sair da estação novamente o tumulto se apresentava, agora para atravessar a grande Rua Augusta. Pessoas iam e vinham, freneticamente, dominando a rua onde os carros que vinham da Av. Paulista esperavam pacientes por sua vez. Quando o semáforo da Augusta então abria, era a vez dos carros. Ninguém mais se colocava à frente, aguardando impacientemente junto à calçada.

Os dois então se juntaram a multidão. Ele ainda pensou em segurar a mão dela, ainda lembrava da sensação e lembrou de tantas noites em que sonhou com isso. Mas ela instituitivamente estava com a mão junto a bolsa, olhando para os lados com receio de alguem a assaltar.

Instantes depois o sinal abriu para os pedestres, que agora, como uma tropa indo a batalha, ia de frente aos outros que esperavam do outro lado. As pessoas avançavam pela rua, tentando desviar de uns e, sem querer, acabar trombando com outros que vinham a frente.

O casal, como todos a volta, avançavam com muita dificuldade pela rua. Tentavam desviar dos que davam, e as vezes paravam para que outros pudessem passar.

Ele já a aguardava do outro lado da rua, e ela vinha junto a alguns outros que vinham apressadamente. O sinal da Paulista já estava aberto, de modo que dois carros já aguardavam para descer a Augusta.

De repente veio um rapaz moreno correndo pela Augusta, tentando aproveitar o sinal. Quando o primeiro carro avançou um pouco, este encurvou o corpo para o lado, trombando com Mariana, que já estava chegando a calçada.

Cristian instituitivamente a puxou pelo braço. Ambos olhavam para trás vendo os carros descendo a rua, enquanto o rapaz moreno já havia sumido no meio do povo.

- Você está bem? Não se…

Foi então que ela puxou seu pescoço. Quando deu por si, houve o primeiro beijo. A todos a cena se apresentava apenas como mais um casal no meio da multidão. Para ele, era o primeiro beijo, o início de tudo, e ele apenas estava curtindo cada momento.

Ainda naquela tarde, passearam pela Paulista, tomaram um lanche e ao início do fim da tarde, estavam na Liberdade. Pela primeira vez, ele conseguia passar tanto tempo com alguma garota. Ela por sua vez, ainda mantinha aquele mesmo sorriso, agora apresentando não mais ansiedade mas sim afeto.

Continua…

Palavras ao Vento… Um começo…

outubro 15, 2009 9 comentários
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No sábado, fazia um lindo sol. Ele, chegou um pouco antes do previsto. O ponto de encontro era a estação de metrô, na estação Sumaré.

Estava ansioso, os segundos pareciam horas de tortura. E se ela não gostar de mim? E se eu fizer algo de errado? Os pensamentos iam e vinham, freneticamente, e por diversas vezes pensou em ir embora. Já não sabia mais o que pensar…

O tilintar do relógio fazia um som oco, agudo, que para muitos seria algo impercepitível, mas para ele era agonizante. Andava para um lado, parava, respirava, então olhava pela abertura da plataforma, sentia o aperto no peito, e voltava a ir para o outro lado.

Então resolveu sentar, e se pegou batendo o pé no chão, meio tremendo, meio inquieto, muito incomodado. E ao olhar para os lados, via pessoas indo e vindo, rindo, e por não saber sobre o que era, se sentia envergonhado por achar ser o motivo.

Olhou para o relógio da estação, havia passado poucos minutos. A aperto no peito aumentara. Ela não vai vir, Pronto! Tomei um cano!

Nervoso, inquieto, levantou novamente. Agora olhava pelo vidro da estação, onde carros iam e vinham, e ele observava atentamente, na procura pela calma. Olhou novamente para o relógio, já passava dez minutos do horário marcado.

Foi então, que ao olhar para os bancos mais ao lado, meio afastados, viu uma linda garota sentada no banco, com cabelos longos e lisos, castanhos como amendoas, pele clara. Em suas mãos, um bloco de anotações onde escrevia sem parar.

Pensava… Não pode ser ela. Eu não teria tanta sorte assim. Se fosse ela, ela viria falaria comigo. Eu tomei um cano mesmo.

De repente, ela olhou de volta enquanto ele a observava. Sem graça desviou o olhar, e sentiu a pele corar instantaneamente.

Ao olhar novamente para o relógio, já passava de vinte minutos do marcado. Desanimado, levantou, e caminhou calmamente para o metro, que já estava se aproximando. Iria embora, perdera o ânimo e o dia.

De repente se pegou novamente olhando para o lado, e não viu a garota sentada. Foi então que do outro lado ouviu…

- Vai mesmo embora sem falar comigo?

Continua…

Palavras ao Vento… Um início…

outubro 2, 2009 5 comentários
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A vida prega peças certeiras, cruzando caminhos e destinos. De repente, tudo se agita e vira bagunça, seja na vida ou nos sentimentos. Assim gira o mundo, assim que funciona tudo, assim que se vive…

Cristian, 18 anos, olhos negros, cabelos lisos e curtos, castanhos, altura e peso compatíveis. Era o chamado CDF, tinha poucos amigos e nunca namorara.

Já há alguns meses, fazia estágio em uma empresa de certo nome, estatal,  localizada na Paraíso. O tipo de funcionário pontual, sempre de bom humor, ganhando pouco e nunca reclamando.

Um dia, Ricardo, um senhorzinho com seus 40 e poucos anos, fora transferido para o seu setor, para ser seu parceiro de trabalho.

Entre conversas e trabalho, Ricardo ia contando de sua vida, como era sua casa, sua filha, sempre dizendo um dia você vai conhece-las. E Cristian escutava sempre, prestando muita atenção em cada palavra que ele dizia.

Foi então que Cristian deu uma caneta, dessas de empresa, para que Ricardo desse a sua filha, que colecionava-as. Ricardo apenas agradeceu. E o tempo rodava da mesma forma, dia após dia.

Um dia, ao atender o telefone, acabara por conhecer Mariana, a filha de Ricardo. Esta perguntava por seu pai, que fora a cantina e foi então que a conversa entre os dois começou.

Para a mesma semana, foi marcado um encontro, em um sábado. O mundo de Cristian começava a rodar, estava muito ansioso pelo encontro. Nunca tinha saído com uma garota antes.

No sábado…

Continua…