Retratos da Vida Real… No quarto…

Janeiro 16, 2009 at 3:10 pm | In Retratos da Vida Real..., cotidiano | 2 Comments

Sábado, estava Caroline deitada, toda manhosa, agarrada em meu braço, assistindo algum filme na Globo. Enquanto isso eu fazia as correções dos últimos artigos. E assim foi durante um bom tempo.

De repente ela murmurou…

- Amor. Estou brisando de sono.

- Tudo bem querida. Pode dormir.

Dois minutos depois, ela deu um pulo da cama…

- Alec! Você estava falando comigo?

- Sim. Por que?

- Nossa! Eu realmente estou brisando.

Contos Avulsos… No passado…

Dezembro 22, 2008 at 3:24 pm | In Retratos da Vida Real..., contos, relacionamentos | 2 Comments

Ele via diante de seus olhos aquilo que nunca foi imaginado até então. Estático, apenas viu, olhou profundamente, e sorriu. De repente sentiu uma lágrima descendo pelo olho direito. Uma única lágrima, mas repleta de rancor, ódio, e acima de tudo tristeza.

Foi então que ela olhou para trás, e o viu. E só então tomou consciência do que havia feito e dito, sem imaginar que ele estivesse ali, às suas costas. Ainda assustada tentou falar, mas as palavras não chegavam a sua boca, agora tão seca.

- Dan, escuta eu não queria…
- Tudo bem, eu entendo.
- Escuta deixa eu falar…
- Não precisa, eu já estou indo.
- Não vai embora, deixa eu expli…
- Chega! Eu juro que vou me esforçar…. Pra te esquecer e odiar…
- Não! Espera, deixa eu falar! Me escuta…

Ele apenas se virou e foi caminhando calmamente até a porta. Entrou no carro, e foi embora, sem ao menos olhar para trás. E o clima no restaurante assim ficou tão pesado, que até uma criança sentiria.

Ela não sabia o que fazer, não conseguia andar, estava atônita. Sem ao menos perceber, as lágrimas foram brotando, sem parar. Alice não aguentou ver a amiga daquele jeito. Apenas a abraçou suas costas, e sussurou em seu ouvido.

- Amar é assim mesmo. Só nos damos conta quando perdemos, quando finalmente descobrimos o que queremos. Mas não desista. Lute e vá atrás, mesmo que não dê em nada. E se não der certo, viva. Simplesmente viva, e de hoje, só se lembre de não repetir os mesmos erros…

Por que acordei???

Outubro 23, 2008 at 12:19 am | In Internet, Mundo, Retratos da Vida Real..., rotina, trabalho | 11 Comments

Dois metros à frente, a mesa e o computador, ambos sorrindo esperando o momento do toque. Resistir ou não resistir, eis a questão.

Para, respira fundo… Pensa… A ansiedade o consome… Fita-a novamente, sorri e um passo à frente… Para, pensa, e em segundos a expressão muda completamente. Dois passos curtos para trás.

Vai até a cozinha, pega um copo com gelo e engole a última dose do whisky… Olha pra cima, e, decidido avança sobre a máquina, apertando todos os botões possíveis e sorrindo logo quando vê a tela aparecer…

Manda discar… Aguarda… Falha… Conta até 10, respira fundo… Tenta novamente…. Aguarda… Falha novamente… Conta novamente, mas não adianta, e resulta no murro sobre a mesa ao lado.

Olha então para o modem, o vê desligado e resulta em um tapa no próprio rosto. Aperta o botãozinho, não liga… Pensa… Procura a tomada, fio desligado…

Pronto, agora plugado, olha para o modem, e se enfurece quando nada acontece novamente. Puxa o fio da tomada, procura pela outra ponta, esta desconectada do aparelho.

Contecta tudo, verifica minuciosamente, e tenta novamente. Ótimo, agora ele liga. Respira aliviado, e tenta conectar novamente… Sucesso…

Abre o navegador, digita o site… Espera novamente… Site na tela, digita o login e a senha… Espera carregar a página… Aguarda… A página cai… Respira fundo, conta até dez, e aperta o F5… Aguarda… Abre-se então a página…

Aliviado, respira novamente e após segundos, manda abrir o e-mail que procurava… Aguarda ansiosamente pela apresentação pelo conteúdo… De repente…

Pooof… Cai a energia…

Realmente… Há dias que não deveríamos levantar da cama…

Retratos da Vida Real… Enlatados…

Setembro 29, 2008 at 3:27 pm | In Geral, Retratos da Vida Real..., São Paulo, cotidiano, hoje, trabalho | 10 Comments

Depois que vendi meu carro, muita coisa mudou em minha vida, e já sinto claramente as conseqüências disso.

Já não pego mais tanto trânsito, não me preocupo com IPVA ou multas, não esquento mais com pedestre que insiste em atravessar cinco metros antes da faixa, entre outras coisas.

Claro que sempre há aquele horário de rush diário, onde é um Deus-nos-Acuda para ver quem chega em casa primeiro. Ou a chuva que chega de surpresa logo que você desce do transporte.

São casualidades que acontecem, incomoda, claro, mas não é nada absurdo e chega a fazer falta quando não se têm… E creio eu, faz parte de qualquer grande metrópole.

Mas…

O que incomoda mesmo, é sair de casa cedo e pegar o trânsito. Não de carros, mas de pessoas nas metrovias. São catorze estações até chegar ao trabalho, pessoas mais entram do que saem, e sempre fica aquele aperta-aperta do último que acha que tem espaço para mais um.

Há quem diga que tudo isso, é decorrente da falta de cultura e educação das classes mais baixas, em geral provenientes das cidades vizinhas e zona leste, pela falta de acesso a informação.

Verdade?

Não! Mentira. Sem generalizar, os que mais atrapalham, apertam e empurram são os engravatados trabalhadores de escritório da Paulista. Aqueles que claramente se vê em conversas absurdas e fúteis, daquelas que incomodam o ouvido só de ouvir a primeira letra.

Culpa deles? Não em todo, o transporte deixa muito a desejar e o governo mesmo, não faz muito para merecer os votos realmente merecidos.

Sinceramente? Que falta da minha Madalena… rs….

Retratos da Vida Real… Divórcio…

Setembro 3, 2008 at 2:52 pm | In Retratos da Vida Real..., São Paulo, casa, eu, hoje, lembranças | 10 Comments

Tudo começou há alguns meses, quando a conheci em uma loja próximo ao meu antigo trabalho, e, desde aquele dia, tudo mudou. Foi paixão a primeira vista, não teve jeito, quando percebi, já estávamos morando juntos.

E quando isso aconteceu, já não teve mais jeito. Apresentei para meus amigos e parentes, temendo ainda, que talvez eles não a aceitassem. Mas diferetne do que eu imaginava, a aceitação foi muito boa, salvo um comentário de meu pai que disse ao pé do meu ouvido, “É isso mesmo que você quer?’.

Passado esse momento, tudo foi se tornando mais e mais maravilhoso. Uma felicidade insuperável, com momentos de alegrias e satisfação, as quais não há como se definir em palavras.

Foram meses com muito divertimento. Eram shoppings, restaurantes, bares, viagens… Realmente, algo encantador. Mas… Isso, no começo…

Com o tempo ela começou a ficar ranzinza. Tudo aquilo que eu mais admirava, tornou-se lamentação. Se por um lado ela era um anjo, por outro sabia muito bem como me irritar profundamente.

Reclamava de tudo, mudava de opnião a todo momento, e quando contrariada, simplesmente parava no meio da rua. E era um sacrifício fazer com que ela me acompanhasse.

Quantas vezes eu não tentava fazer algum agrado que ela não aceitava muito bem? Quantas vezes fiquei esperando dias e dias até que ela mudasse seu humor?

Foi difícil. Aliás, muito difícil.

E a separação nunca é fácil, para ambos. Sempre no momento de despedida, vêm aquelas lambranças dos bons tempos que quase nos faz mudar de idéia no último momento, bem naquele em que pegamos a caneta para assinar o documento decisivo.

Dá saudades, não minto, sinto muitas até. Mas hoje me sinto bem melhor e mais aliviado. Me separar do meu golzinho Madalena não foi fácil…

É… Andar de ônibus não vai ser nada fácil… rs…

Retratos da Vida Real… Ein? Como?

Julho 12, 2008 at 6:43 pm | In Intimidade..., Retratos da Vida Real..., São Paulo, eu, jovem, lembranças | 10 Comments

Há alguns anos atrás, quando eu ainda trabalhava no banco, peguei o péssimo hábito de ir no bar, logo após o expediente. E não eram poucos os fatores que me incentivavam a esse horríel hábito.

Havia acabado de terminar o namoro, havia os convites dos colegas funcionários, sem contar que os bares ficavam atrás de uma Faculdade.

Em uma dessas noites, justo numa sexta-feira, acabei voltando para casa já bem tarde da noite, perto das 4hs da matina quando eu peguei o primeiro metrô do dia.

Cheguei em casa, dei um alo pro pai já ia se deitar (meu pai também é desenhista), assaltei a geladeira, joguei uma ducha e me deitei. Do jeito que caí, fiquei.

Por volta das 8 da manhã, em um pleno sábado de sol, depois de uma noitada daquelas, alguém resolve tocar minha campainha. Até tentei ignorar, mas não deu muito certo.

Agora imaginem a cena. Eu na época, magro, branco, com os cabelos todos embaraçados, com a cara toda amasssada, usando a primeira camisa que eu vi, me perguntando quem diabos resolve me acordar aquela hora.

Antes de continuar só uma coisa. Eu creio em Deus, mas não tenho uma religião própriamente escolhida. E não tenho nada contra nenhuma delas.

As ditas cujas eram testemunhas de Jeová chamando os moradores da região para que fossem visitar a igreja.

E conversa vai, conversa vem, fui jogando minhas desculpas, tentando voltar pra cama. Mas isso tudo ainda tentando ser educado pela “boa vontade” das senhoras.

Foi então que eu percebi, do outro lado da rua, um grupo de jovens entre 16-20 anos, todos bem vestidos de social, e pela região onde eu morava, achei muito estranha a situação.

- Então. Venha nos visitar um dia! – olha para trás – Essas gracinhas fazem parte do grupo de jovens e acho que adorará fazer parte dele.

Depois de um convite desses, eu preciso dizer alguma coisa? Odeio quando tentam me comprar…

Retratos da Vida Real… No Metrô…

Junho 3, 2008 at 11:02 pm | In Retratos da Vida Real..., São Paulo, cotidiano | 6 Comments

Eram quatro da tarde, aproximadamente, quando saí do trabalho, e, pela preguiça, mais cansaço, somados ao trânsito que começa nesse horário, fui de metrô.

Em verdade ele não estava cheio, com espaço suficiente para que as pessoas ficassem uma ao lado da outra, sem tumulto ou aperto exagerado.

Foi quando percebi uma bela moça, ao meu lado, bem vestida, de social, uma única pasta sob o braço, cabelos loiros presos, realmente uma moça bonita.

Minutos depois, logo na estação Vergueiro, entrou uma leva de pessoas, todas desesperadas querendo chegar em casa, e entre elas, um moço, na faixa dos 20-25 anos.

O metrô então, ficou mais apertado, e como consequência, algumas pessoas tiveram que dividir mais seus espaços, e aquela moça, agora, tinha o rapaz às suas costas.

Até então, não havia nenhum problema, já que o vagão estava cheio mesmo, e não havia muito o que fazer. Mas, para piorar ainda mais a situação, o rapaz começou a rebolar, discretamente mas o suficiente para que eu percebesse.

E foi aí que aconteceu o inesperado… Na primeira parada, ela simplesmente virou o rosto para o lado e disse em alto e bom som, quebrando o silêncio e o suficiente para que todos ouvissem.

- Querido, pode rebolar à vontade atrás de mim. Mas se ve se goza logo, que eu vou ter que descer na próxima estação!!

Acho que esse vai pensar duas vezes antes a partir de agora… rs…

Alo?

Maio 13, 2008 at 5:57 pm | In Retratos da Vida Real..., cotidiano, eu, rotina, trabalho | 7 Comments

Alec? Que Alec?

Ah sim! O sujeito estranho escritor deste blog!

Desculpe, ele está preso no trabalho e só volta sexta feira.

Quer deixar algum recado?

Retratos da Vida Real – Chapter 4

Abril 30, 2008 at 3:10 pm | In Retratos da Vida Real..., Sexta-Feira, São Paulo, eu, trabalho | 16 Comments

Sexta feira é o dia em que o Laboratório recebe (a tarde) material para uso. Como em qualquer empresa, assim imagino, o material passa primeiro pelo controle, que atualiza o estoque e lá fica.

Uma parte já é distribuída, principalmente nos setores mais urgentes.

Agora imagine a cena.

- L! Preciso destes materiais.
- Hum… Ok… Mas, C, metade disso ainda vai chegar mais tarde.
- Tudo bem. Vou pra minha sala, quando chegar você me avisa.

Logo depois do almoço, chega uma pilha enorme de caixas e mais caixas. Vai pra estoque, e no meio do processo uma parte é anotada e separada.

Então eu vejo na mesa do L, uma lista com um monte de material e algumas caixas já separadas.

- L, de novo essa bagunça aqui?
- Pois é, Alec… Hoje é dia!
- Ok. Mas e aquelas caixas?
- Aquelas vão para o C. Aliás, deixa eu ligar para ele.
- Depois leva o meu também.
- Alo? Cl! Olha! Chegou o resto daqueles negócios que você queria… É… Isso… Faz assim. Te dou um pouco aqui na frente, e o resto só lá atrás.

Só eu que pensei besteira?

Jogos Mortais – Chapter 3

Abril 29, 2008 at 2:49 pm | In Geral, Internet, Jogos Mortais, Mundo, Retratos da Vida Real..., hoje, sexo | 15 Comments

Sempre, em tantos anos, todos os dias, a mesma rotina. Se houvesse uma receita exata pra se criar rotina, ninguém melhor do que ela para escrever como.

E assim foi em tantos anos. Casada, acordava as 5:00hrs, se arrumava e já saía para a rua. O mesmo de sempre, o cigarro do marido e o pão do café. Chegando em casa, arrumava a mesa e preparava o café.

As 6:00hrs acordava o marido, que com muito trabalho e resmungando feito o diabo, acordava. Se arrumava e assim compartilhavam o triste momento.

Há alguns anos, havia mais uma pessoa à mesa, com aquele terno sorriso, os olhos brilhantes de felicidade e sempre falante logo na matina. Sua filha era incrível.

Mas um dia ela sumiu, sem razão ou motivo, inexplicavelmente, apenas deixando uma carta, de despedida, onde dizia ir participar de uma seita religiosa pedindo logo em seguida “Não me procure!”

Vivia com seus três filhos adotivos, e o marido. Mas sempre se perguntava… “Como estará minha filha?”

Inexplicavelmente, o destino gosta de brincar, indo e vindo, escondendo e libertando… Alguns mistérios nunca se resolvem, outros surgem do nada, e para ela, veio o inferno.

A triste descoberta, sobre, sua vida, sua filha, seus filhos e, principalmente, seu marido. Uma sequência de fatos, tristes e, bizarras, mescla incompreensível de amor e ódio, mente doentia.

Durante 24 anos de sua vida, se perguntou onde estaria sua filha, quando a mesma estava no porão de sua casa, refém e molestada pelo próprio marido. Aquele que deveria guiar e proteger, se tornou aquele a quem teme.

Junto de sua filha, três jovens sadios, enclausulados no porão, nunca viram o sol, nunca tiveram uma doença… Completamente delicados e puros…

Seus filhos adotivos, em verdade, seus netos, irmãos dos enclausulados, todos frutos da paixão doentia do marido, com a própria filha…

Sua vida, tudo que sabia, tudo que construiu, tudo em que crera, tudo… Completamente estraçalhada em mil pedaços…

A verdade dói, mesmo àqueles que não merecem…

Baseado daqui.

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