Apenas 98…

Julho 14, 2009 at 8:04 pm | In Geral, Intimidade..., eu, sentimentos | 4 Comments

Ao total são 98 dias que separa este do último post lançado aqui. Um tempo bem significativo, e mais até do que eu imaginava ficar longe, mas menos do que eu imaginava conseguir ficar.

O mais estranho é voltar a escrever, explicado unicamente pela bombástica mistura de “Meu Deus sobre o que eu vou escrever” com o movimento impensado das mãos e dos dedos, que acariciam freneticamente o teclado, apenas pela saudade que este deixou no último post.

Não vou mentir se eu disser que senti saudades deste hábito, para não ter de morder a lingua para dizer hobby. Mas realmente, tempo é algo relativo na vida de cada um, e o meu é curto.

Estou voltando, ou ao menos, tentando. O amanhã ainda é um mistério para mim. E sim, tenho muita coisa para contar.

Poesia de Guardanapo… Saudade…

Janeiro 21, 2009 at 5:16 pm | In Intimidade..., Poesia de Guardanapo..., eu, lembranças, sentimentos | 4 Comments

Porque sempre há aquelas pessoas que marcam… E achamos que iremos morrer se os perdemos… Realmente, jovens são tolos…

Saudade

No coração jazia alegria,
E agora só há saudade.
Daquela noite escura e fria,
Onde contigo vi felicidade…

Saudade da tua companhia,
Saudade de teu terno beijo,
Saudade da tua alegria,
Como se há anos não te vejo…

Saudade de teu vivo riso,
Saudade de teu carinho,
Saudade de teu sorriso,
Saudade de não estar sozinho…

Saudade da felicidade.
Saudade como nunca senti,
Saudade forte, de verdade,
Saudade eterna só de ti…

Fim de Ano.

Dezembro 25, 2008 at 12:27 pm | In Internet, Mundo, blogosfera, festas, hoje, sentimentos | 10 Comments

Mais um ano vem, mais um ano vai.

É incrível olhar para tras, e ver tudo o que aconteceu durante o ano. E mais uma vez, estou eu, aqui, pensando ainda no que escrever agora e, como no ano passado, os dedos simplesmente correm pelo teclado sem se preocupar com o resultado.

A minha promessa para o próximo ano, é pagar o café que eu devo para meio mundo (rs). E a minha meta, é conseguir para de fumar. Sei que vai ser difícil de cumprir as duas, mas… Não adianta nada se eu não tentar (rs).

A todos que aqui visitam, um bom natal, um ano novo melhor ainda, e até ano que vem, com novas metas, desejos e esperanças.

Até ano que vem.

Alec

Tremulidades Sentimentais… Versos soltos..

Novembro 26, 2008 at 4:27 pm | In Geral, Tremulidades sentimentais..., eu, relacionamentos, sentimentos | 20 Comments

castelos_areia

O amor é como um punhado de areia na mão.
Com sabedoria, pode-se criar um reinado.
Mas se a mão fecha demais, escorre pelos dedos.

E se aberta demais, voa pelos ares.

À Espera de Uma Salvação…

Agosto 18, 2008 at 8:03 pm | In Mundo, blogosfera, cotidiano, hoje, sentimentos | 6 Comments

“Pés no chão”, completamente realista, agressiva na escrita, não brinca nem ri, e joga os fatos, não importando se vão ou não machucar. Apenas a realidade nua e crua. Essa é Lyani.

O texto de hoje me fez lembrar bastante de muitas coisas, dentre elas, um texto meu que há tempos escrevi. Tanta coisa acontece ao nosso lado, e o que fazemos, simplesmente, é fechar os olhos.

Pessoas são assaltadas, ou atropeladas… E as únicas que choram são seus parentes, sejam eles quem forem.

Crianças vendem seus corpos, jovens consomem drogas na esquina… E nós apenas aceitamos tudo normalmente…

É triste admitir tudo isso, mas, o mundo em si é muito individualista, seja São Paulo, Nova York ou Paris.

E nós… Apenas fazemos que não vemos. É muito triste tudo isso…

Se o mundo estiver mesmo em nossas mãos, do jeito que vivemos hoje, com a cabeça que temos, sinceramente… Não vejo um futuro muito interessante…

Em nota: Um minuto de silêncio para aqueles que morrem a cada segundo na indiferença de todos nós…

Poesias de Guardanapo… Amanhecer…

Julho 24, 2008 at 11:12 pm | In Geral, Intimidade..., Poesia de Guardanapo..., eu, jovem, lembranças, sentimentos | 8 Comments

Dentre tantas coisas que eu fiz na adolescencia, tanto boas quanto ruins, alguma ficaram marcadas, e tornaram joias que eu carrego até hoje…

Para falar a verdade, são as poucas coisas as quais que me orgulho, e garanto, não são muitas.

Dentre tantas, foi em um caderno antigo, que eu guardei as minhas poesias… Ao menos na época, pareciam boas, hoje leio-as e acho infantis.

Aqui vai uma, escolhida a dedo.

Amanhecer…

A chuva cai, sem parar…
E leva-me as dores…
E lava-me a memória…
E deixa-me novas cores…

O céu nublado se revela…
E mostra-me um colorido,
Deste mundo a minha volta,
Por tanto tempo esquecido…

Novos peixes no aquário…
Novas flores no jardim…
Novas vestes no armário… 

Desisto de tentar esquecer…
Apenas desejo recomeçar…
Meu mundo voltou a girar…

Pequenas Verdades…

Julho 23, 2008 at 8:10 pm | In Intimidade..., Pequenas Verdades..., casa, eu, sentimentos, trabalho | 2 Comments

Fechado entre quatro paredes, enclausulado no escuro, sem ruído, gostos ou rostos… De olhos vendados a ponto de não se sentir nem a pressão sobre eles…

As pernas e mãos agora, tão atadas, grilhões imensamente pesados, delimitadores de sentidos… De todos os sentidos…

Movido pela sede, fora de si de fome, e os movimentos quase sem nenhuma sincronia. Só os retratos claros e definidos do momento…

De repente, alguém surge, sem definição, encoberta pela luz da porta às suas costas. Num simples ato, sem medo ou erro, eis que apunhala bem no peito…

Um segundo foi o suficiente para tudo… Demorou apenas um segundo…

- Querido… Querido… Calma… Calma… Respira… Foi só um pesadelo… Calma…

Tremulidades Sentimentais… Lembranças…

Julho 17, 2008 at 11:32 pm | In Intimidade..., São Paulo, Tremulidades sentimentais..., casa, eu, lembranças, relacionamentos, sentimentos | 6 Comments

Uma pessoa muito querida me disse uma vez, com o toda a severidade possível, tal qual uma mãe pune sua criança. a época, eu não entendi muito bem suas palavras.

“Não se vive enterrado no passado, não se vive sonhando com o futuro.
Mas jamais se vive sem os dois.”

Devo admitir que ainda hoje, não sei o quão profundo elas são, ou pareçam que são. Ao menos até essa semana, quando decidi fuçar nas minhas velharias, atrás de não lembro o que.

Terça de manhã, troquei de roupa, coloquei uma máscara, o óculos e peguei a chave no armário indo até o quarto, cuidadosamente, como uma criança prestes a fazer besteiras.

O quarto em si estava sempre fechado e fica no fundo da casa, isolado o suficiente para que poucas pessoas notem sua real presença.

Chave na fechadura… Puxa um pouquinho e lá se vão duas voltas acompanhadas dum estalo comprido… Giro da maçaneta e surge outro estalo comprido…

Assim que entrei senti o pó subir com a brusca movimentação e vi o quanto deveria limpar aquele quarto, já que são anos e anos que ninguém o abre.

Com a janela aberta, a poeira foi baixando, e pude ver claramente algumas coisas do quarto. Lentamente fui invadido por uma exurrada de lembranças e recordações, que há tempos havia decidido trancar naquele quarto…

Lembranças boas e lembranças ruins… Doces e amargas, de festas e enterros, alegres e tristes, da infância e da adolescência, com parentes, amigos, ex-amigos…

Cartas e fotos que eu jurava ter jogado fora… Momentos que eu havia jurado esquecer… Tudo, novamente voltava para o seu devido lugar…

Atendendo um conselho de um amigo, “alguns mistérios, serão quebrados…”

Palavras ao Vento… Novamente…

Junho 24, 2008 at 6:52 pm | In Palavras ao vento..., São Paulo, contos, relacionamentos, sentimentos | 9 Comments

- Caso você não se lembre, eu ainda sei onde você mora

Fora pego de surpresa. Não esperava vê-la, muito menos daquele jeito. Sentiu o rosto corar daquele jeito que sempre odiava.

Sem alternativa, apenas sentou-se em um dos degraus junto ao portão. E ela o acompanhou, do mesmo jeito que faziam, anos atrás.

Ele corado e sem coragem. Ela apenas tímida coma situação. Um queria a verdade enquanto o outro a ocultava. Dois cúmplices, dois mundos entrelaçados pelas brincadeiras errôneas dos mensageiros do destino.

De repente, se olharam… E assim ficaram estáticos, como se o tempo congelasse naquele instante, um momento único ao qual guardariam por bons e longos anos.

Então, ele sentiu a alegria preenchendo-o por completo, e sem se dar conta, sorriu ternamente. Cada célula de seu corpo vibrava, em uma sincronia perfeita.

Mas quando se lembrou da Paulista, tudo o que era alegria, tornou-se desespero, em uma reviravolta inexplicável. Seu sorriso apagara e seus olhos foram ao chão, onde já não se via o rosto dela.

E então… Ela começou…

- Um ano e pouco. Já faz um bom tempo…
- Por que você foi embora? Nem sequer se despediu!
- Há certas escolhas na vida, que são muito dolorosas, mas tem de ser feitas. Aquilo não foi excessão…
- Eu só quero entender…
- Não posso dizer. E eu apenas vim me desculpar…
- Ao menos vai ficar agora?
- Não… Vou precisar partir novamente…
- Você aparece do nada, me explica menos ainda, e já vai partir….
- Um dia eu explico. Apenas tente entender.
- Eu quero, mas não consigo. E… Não vou, nem posso esperar mais.
- …
- Olha… Eu… Tenho que ir. Já está tarde…
- Tudo bem… Eu já vou indo…

Ele nem sequer se depediu. Apenas olhou em seus olhos… Depois, entrou e fechou o portão atrás de si, apenas ouvindo os passos distanciosos de alguém que ele nunca mais veria…

Então, calmamente subiu as escadas, quebrando todo o silêncio que envolvia o ambiente. Sentia fome, mas não tinha mais ânimo, nem vontade alguma.

Ao chegar ao quarto, apenas se despiu e se deitou. O silêncio então o agredia, e o escuro apenas ocultava os pensamentos ruins que lhe vinham à cabeça.

Não aguentando, abriu as janelas e se deparou com ela. A mesma lua alaranjada, enorme e gigante, sorrindo só para ele. E então veio a última lembrança…

Como já dito, a vida dá voltas e voltas, e tudo a sua volta, aos poucos se encaixa, em um enorme quebra-cabeça já predestinado à acontecer.

Nela, diversas pessoas cruzam nossos caminhos, e cada uma deixa uma marca, por menor que seja. Algumas se vão rapidamente, outras demoram mais. E, sempre há uma, que é eterna.

Mas, tudo na vida, tem um começo, um meio e um fim. Não existem pontas soltas, tudo tem um final, seja ele qual for. E o dele, apenas era desconhecido…

Continua? Talvez… rs… Não briguem comigo!

Palavras ao Vento… Separados…

Junho 19, 2008 at 8:54 pm | In Palavras ao vento..., São Paulo, contos, relacionamentos, sentimentos | 11 Comments

E foi aí que decidiu.

Ele respirou fundo e esperou calmamente até que o sinal fechasse, atento à cada movimento da rua. Cada pessoa, carro, o tempo em si, tudo parecia andar mais devagar.

Enquanto isso, ainda não acreditava na possibilidade de ser ela. Não havia porque. Mas… Seria ela mesmo? Ou não? Quem sabe um devaneio criado pelo desejo de reencontra-la?

Começou a lembrar do passado. E viu que apesar do tempo, ainda se lembrava perfeitamente dela, de cada detalhe, tanto físico quanto de sua personalidade.

De repente, o sinal abriu, e ele, ansioso, ali ficou, esperando que ela atravessasse. Observava cada passo, e a medida que a garota se aproximava, o coração parecia acelerar mais e mais.

Na metade do caminho, acenou com a cabeça, e ela retribuiu. Ainda olhou para os lados para ver se era para outra pessoa, mas ela confirmara, murmurando seu nome.

Sorria por dentro, seu coração queria sair pela boca, as pernas agora fraquejavam, e suas mãos tremiam. O que dizer para ela? Havia tanto a perguntar, mas, por onde começar?

Mas… E se ela não o quisesse ver? E se ela tivesse partido por causa dele? Ele começou a ficar com muito medo das respostas, e… Em um ataque nervoso, saiu correndo, como alguém fugindo de alguma besta à solta.

Correu o maximo que pode, sem olhar para trás, parando somente à dois, três quarteirões à frente, de onde já não se via o ponto onde estava parado.

Para a sua sorte, a chuva começou a engrossar. As ruas então ficaram desertas, e não vendo alternativa, resolveu ir para casa. Correu até a primeira estação de metrô e entrou, agora vazio pelo horário.

Durante o caminho inteiro, ficou pensando e remoendo sua falta de coragem. Ainda não se conformava, e chegou a ficar com raiva de si mesmo.

Quarenta minutos depois estava ele, na porta de casa, procurando a chave em um de seus bolsos. Sentia-se triste e cansado, e por dentro, se ofendia como podia.

Então… Abriu a porta de casa, e ouviu, às suas costas…

- Caso você não se lembre, eu ainda sei onde você mora…

Continua…

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