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Arquivo para a categoria ‘Sexo’

Jogos Mortais… Orgulho e Preconceito…

agosto 27, 2009 8 comentários

Márcia, 25 anos, pele clara, cabelos negros medianos e lisos, peso ideal e altura compatível, gerente executiva da parte financeira de uma empresa de renome localizada próximo à Paulista e a Augusta. O tipo de mulher que muitas gostariam de ser, e que muitos adorariam ter.

Mas nada na vida é perfeito e auto-suficiente. Tudo existe em pares, sejam eles quais forem, assim como o dentro não existe sem o fora, ou o esquerdo sem o direito. Aquilo que pode ser perfeito por um lado certamente é cheio de imperfeições do outro. Ela não é diferente.

Por trás desta bela e bem sucedida jovem, há uma mulher cheia de desejos e vontades. O amor e o prazer até então nunca lhe foram apresentados, mesmo em seus relacionamentos anteriores.

Um dia chega ao escritório e o que se vê são só olhares dos muitos funcionários. A sala que antes de sua chegada era só convesas e risos, na sua presença se tornara silenciosa, apenas quebrada por alguns susuros ao fundo.

Sem entender porquê entra em sua sala, e se depara com o motivo. Jogada sobre a mesa, um cartaz seu, com uma foto provocadora, da época em que não estava na empresa. Esquecera que havia feito um ensaio para uma certa revista.

Atônita apenas se aproxima da mesa e analisa com calma, tentando se lembrar onde foi que falhara. Não entendia como aquilo havia saído de seu computador pessoal, ou quem havia retirado.

Pegou o cartaz e o enrolou. Colocou em uma pasta e saiu de sua sala, e novamente o mesmo silêncio agonizante. Envergonhada, não tinha coragem de encarar as pessoas, diante da vergonha da exposição, onde ao fundo ouvia-se claramente é ela mesmo, quem diria!?.

Depois disso, ao que se sabe, foi o pedido de afastamento.

Desejos são desejos, vontades são apenas vontades. Tê-los ou não é natural de cada um. Seria errado se todos soubessem? Até onde vai o orgulho diante de uma sociedade repleta de preceitos e preconceitos?

Entre Folhas e Tecidos…

dezembro 18, 2008 7 comentários

E assim foi…

Caroline, esplêndida, apenas de lingerie, deitada no sofá-cama vermelho, de pernas cruzadas, cabelo solto aos ombros… Olhos atentos à televisão, apenas correndo os canais à procura de algo interessante para se fazer.

Sentei junto ao note e fiquei ali, observando-a, e diante da indecisão do que fazer, ou melhor, à procura do que fazer, adentrei à internet.

De repente o celular toca, e ela sai correndo pelo quarto à procura do mesmo. No último segundo da chamada, ela acha e consegue atender a ligação.

Gesticulando, eu pergunto “quem?” e ela apenas sussurra “meu chefe, não dá para desligar”. Enquanto falava ao telefone, levantou e pegou sua bolsa, tirando dela, dois impressos de onde tirava dados para “alimentar” a conversa.

Diante da cena, não me contive. Apenas passou pela minha cabeça, tive vontade e fiz.

Vagarosamente, levantei e joguei alguns papéis pelo chão, abrindo espaço para o que eu queria. Segurei-a pela cintura e fui tirando sua cancinha.

Ela então sussurrou “espera um pouco” recebendo como resposta apenas o meu pedido para que ficasse quieta.

Abri as suas pernas vagarosamente, enquanto ela me olhava e balançava a cabeça negativamente. E ali, mergulhei enquanto me olhava com aqueles olhos, em uma mistura de ódio e prazer.

Fui sugando todo seu néctar, mordiscando cada pedacinho, sem deixar sobrar nada, enquanto minhas mãos acariciavam seu quadril. E ela se segurava tentando explicar gráficos e amostragens.

Sua mão então, deslizou até minha cabeça forçando-a mais, enquanto se remexia frenéticamente. O telefone já não importava mais, e ela não ouvia direito, apenas respondendo frases curtas.

Quando finalmente conseguiu desligar o celular, chegou ao orgasmo, em um único gemido, forte e profundo, acompanhado por um aperto das coxas em meus ombros.

Ao fim, apenas uma frase, “vai ter volta” e nem me arrisco a imaginar… Mas garanto… Foi muito bom!

CategoriasCasa, Eu, Sexo, Trabalho

Jogos Mortais – Ciclo da Vida

agosto 11, 2008 7 comentários

Marcos e Clara. Ele médico pesquisador, ela promotora de eventos.

Ele mora em Goiânia e pela primeira vez vinha a São Paulo para uma convenção da área. Ela por sua vez, vinha de Florianópolis, para visitar uma amiga, ex-colega de faculdade, que iria se casar.

Um desconhecia a existência do outro, e, tocavam sua vida, indiferente aos acontecimentos à sua volta, apenas marcados pelo acaso da noite, em uma distante cidade chamada São Paulo.

Duas pessoas incríveis, duas personalidades marcantes, dois destinos, duas vidas complexas. O destino para ambos era algo misterioso, que apenas o tempo era capaz de descrever.

Mas o destino em si adora brincar, dando nós as diversas linhas vitais e individuais, criando assim os acasos
que giram o mundo. Com eles não foi diferente.

Naquela chuvosa noite de sexta feira, justo naquela noite, tudo deveria ser como já havia sido planejado. Ele estaria no hotel se preparando para a viagem de volta e ela já estaria se deitando, na casa da amiga.

Mas uma seqüência inesperada de fatos, resultou no encontro dos dois.

Foi em um bar de uma danceteria próxima, que tudo aconteceu. No meio do tumulto que estava, eles acabaram conhecendo. Conversaram a noite inteira, e depois de muitos martinis e St.Remy´s, a magia aconteceu.

No dia seguinte, quando ele acordou, ela já tinha ido, sem nada para que ele pudesse encontra-la. Não entendia porque, mas sabia que não havia muito que pudesse fazer.

Meses depois, em Florianópolis, nascia uma menina, de nome Paula. Sua mãe, Clara, apenas não se perdoava pelo que fizera, se sentia promíscua, impura.

Enquanto isso, em Goiânia, Marcos apenas tentava entender porque ela havia partido sem dizer nada…

Jogos Mortais – Chapter 3

abril 29, 2008 15 comentários

Sempre, em tantos anos, todos os dias, a mesma rotina. Se houvesse uma receita exata pra se criar rotina, ninguém melhor do que ela para escrever como.

E assim foi em tantos anos. Casada, acordava as 5:00hrs, se arrumava e já saía para a rua. O mesmo de sempre, o cigarro do marido e o pão do café. Chegando em casa, arrumava a mesa e preparava o café.

As 6:00hrs acordava o marido, que com muito trabalho e resmungando feito o diabo, acordava. Se arrumava e assim compartilhavam o triste momento.

Há alguns anos, havia mais uma pessoa à mesa, com aquele terno sorriso, os olhos brilhantes de felicidade e sempre falante logo na matina. Sua filha era incrível.

Mas um dia ela sumiu, sem razão ou motivo, inexplicavelmente, apenas deixando uma carta, de despedida, onde dizia ir participar de uma seita religiosa pedindo logo em seguida “Não me procure!”

Vivia com seus três filhos adotivos, e o marido. Mas sempre se perguntava… “Como estará minha filha?”

Inexplicavelmente, o destino gosta de brincar, indo e vindo, escondendo e libertando… Alguns mistérios nunca se resolvem, outros surgem do nada, e para ela, veio o inferno.

A triste descoberta, sobre, sua vida, sua filha, seus filhos e, principalmente, seu marido. Uma sequência de fatos, tristes e, bizarras, mescla incompreensível de amor e ódio, mente doentia.

Durante 24 anos de sua vida, se perguntou onde estaria sua filha, quando a mesma estava no porão de sua casa, refém e molestada pelo próprio marido. Aquele que deveria guiar e proteger, se tornou aquele a quem teme.

Junto de sua filha, três jovens sadios, enclausulados no porão, nunca viram o sol, nunca tiveram uma doença… Completamente delicados e puros…

Seus filhos adotivos, em verdade, seus netos, irmãos dos enclausulados, todos frutos da paixão doentia do marido, com a própria filha…

Sua vida, tudo que sabia, tudo que construiu, tudo em que crera, tudo… Completamente estraçalhada em mil pedaços…

A verdade dói, mesmo àqueles que não merecem…

Baseado daqui.

Jogos Mortais – Chapter 2

março 31, 2008 13 comentários

Abre a internet, digita o nome do site… Sessão escolhida: bate-papo.Há muito tempo o acessa, todos os dias, mesmo horário, mesmo nick-name, mesma cor, tudo igual, como um ritual religioso diário. E tudo isso para que ele a encontre. E de fato, ele está lá, esperando por ela, como sempre, um namorado virtual.

Já no primeiro dia, a intimidade foi bem alta, com direito a detalhes, gostos, lugares, músicas, filmes… O primeiro nome já não era segredo, bem como o telefone, que logo tocou, assim que fora digitado no mundo virtual.

Dias depois, a casualidade perdeu o sentido, tornou-se diário, quase uma obrigação, e como quase sempre, lá estava ele esperando ela, quando o contrário não ocorria, sempre do mesmo jeito.

Mais um tempo e o encontro, às escondidas, já que ela é menor de idade, e os pais a matariam se soubessem que a amiga a está encobrindo, quando eles mesmo acham que estão estudando para a prova do dia seguinte.

Encontram-se e vão dar um passeio pelo shopping. Ele vinte e tantos anos, ela mal completou os dezessete. Ele de carro, ela espantada. Ele carinhoso e atencioso, ela carente e receptiva. E assim passa o dia, um encontro casual, primeiro contato, o básico de sempre… Para ele tudo como planejado, para ela um conto de fadas se realizando.

Depois do lanche ele diz querer leva-la para casa, e oferece carona. Ela acha tudo lindo e romântico, e aceita sem pensar duas vezes. Mas de repente, tudo muda. Veio o mal estar, tudo começou a rodar, a tontura, a alucinação, ela apagou…

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Uma voz ao fundo chama sua atenção… Luzes, muitas luzes à sua frente, muita gente de branco e azul, luvas e luvas…

- Ela acordou! Avisem os pais!
- Onde… Onde eu estou?
- Querida, fique calma. Tudo vai ficar bem!
- Ficar bem? Senhora, o que aconteceu?
- Você foi dopada. Esteve dormindo por três dias. Você…
- Eu o que?? Me responde!!
- Você acabou de sair da cirurgia. Foi estuprada e as lesões foram graves. Infelizmente não poderá mais ter filhos…

Atônita, chocada, nada mais fazia sentido… E ainda não faz… Hoje? Para ela, o hoje não faz mais sentido. E a vida, é amarga, como sempre será, enquanto se lembrar dele, que está à solta, fazendo mais vítimas…

 

Texto baseado em fatos reais…
Imagem retirada de Diga não à erotização infantil