Horas de Crises…
Fevereiro 27, 2009 at 3:48 pm | In Sexta-Feira | 5 Comments
Enquanto isso, ao fim dos 20 dias de férias forçadas, causadas pelo ataque de nervos de janeiro, após uma discussão prolongada com o chefe…
Cigarro em uma mão… O querido Jhonny sobre a mesa… Olhos atentos ao monitor… Realmente, deletar o blog não é tão fácil como eu imaginava.
Não sei se este blog vai se manter, nem sei se vou continuar. Mas tenho a péssima mania de me prender as pequenas coisas que me rodeiam. E mesmo que eu diga que não, gosto de escrever.
Hoje, se tornou algo de minha vida. Toda a sensação de ser lido, ser entendido, ser interpretado. Sem falar na infinita possibilidade de dizer o que pensa, o que sente, o que sonha, e tudo mais sem ser sensurado. É realmente algo muito prazeroso.
Não… Realmente não sei o futuro que terá este blog.
Por hora o InFaces continua. Mas que seja amanhã, daqui a 5 minutos ou a 10 anos. Uma hora qualquer este blog pode deixar de existir.
Sinto-me Estranho… Estou doente??
Junho 13, 2008 at 8:23 pm | In Sexta-Feira, São Paulo, eu, festas, hoje | 9 Comments
O celular toca, e me desperta… A lua continua inerte, com todo seu explendor e sua tênue dança, das faíscas que caem de suas vestes, sobre a cidade.
Eis que vem ao peito, aquela mesma sensação que me assola todos os anos… Não é preciso dizer mais nada, e eu lembro claramente… Hoje é o dia mais complicado do ano…
O dia para que haja atitudes estranhas, pensamentos insistentes e outras coisas mais. Há algum tempo, todo ano é sempre a mesma coisa.
Passo pelo banheiro para me arrumar, e não consigo resistir… São horas e horas no espelho à procura de mais uma ruga, um fio de cabelo branco ou qualquer mudança que possa ter ocorrido.
Minutos depois, ainda encucado, volto ao quarto e agora é a vez da fita métrica e da balança, ainda à procura de alguma outra mudança possível.
Hoje, que meu Santo Antônio segure meus ânimos, porque após uma certa idade, ficar mais velho, não é nada legal para a pele… rs….
Mas o que eu estou falando???? HOJE É SEXTA FEIRA!!!!!! Tem coisa melhor do que fazer aniversário em uma sexta-feira?? E para quem quiser, hoje, a festa é na faculdade.
Sintam-se convidados!!!
Resumo do Feriado…
Maio 26, 2008 at 7:25 pm | In Intimidade..., Sexta-Feira, eu, lembranças, relacionamentos, sentimentos | 8 Comments
Sexta-feira, 18:32:45hrs.
Sentado à varanda, entre um cigarro e outro, aprecio calmamente o descanso do sol. O vento se aproxima, sutilmente, como uma criança à espreita, remexendo vagarosamente meus negros cabelos.
Entre uma espreguiçada e outra, levantei, ainda observando a mudança no céu. E assim fiquei, até que o poderoso repousou por completo.
Passando pelo quarto, a cama finalmente arrumada convidava para um cochilo, daqueles longos, de fim de tarde, carregados de preguiça e dengo. Não agora.
Na sala, o piso branco completamente limpo, e os tapetes em suas posições exatas, acompanhada por alguns livros empilhados, a serem doados. Livros que eu pensei ler, e hoje me desfaço.
Na pia uma enorme bagunça. São pratos, talheres e copos diversos, todos esperando o bendito banho de espuma, seguidos do toque sutil da toalha de cozinha.
Ligo o som, o cd foi trocado, dando a Norah Jones, após dias seguidos de trabalho, um breve descanso. Agora o espaço foi aberto novamente, e quem assume é LeAnn Rimes.
A música começa… Escuto cada palavra, letra, vibração… Tão Profundo… E quando menos espero, estou imerso em lembranças, tão doces e recentes, como há tempos não sentia…
Pequenos detalhes e desejos surgiram. Pequenos, sim… Mas, a partir deste momento, suficientemente capazes de mudar toda uma vida inteira…
Namorar, antes, nunca me pareceu tão atrativo.
Coisas do Brasil… São Paulo!
Maio 16, 2008 at 1:11 pm | In Sexta-Feira, São Paulo, cotidiano, festas, hoje, sentimentos | 15 CommentsÀ pedido de Andréa Motta, do blog Leio o mundo assim, estou postando minha colaboração em sua roda cultural Coisas do Brasil.
Abaixo, uma re-edição do texto “Ah, São Paulo…” postado anteriormente, em 16/10/2007. A quem não viu, espero que goste. A quem viu, desculpe por não ter conseguido preparar algo novo e melhor.

Amanhece em São Paulo, e começa o corre-corre daqueles que despertam dia após dia, com o gigante. Quase sempre, o tempo, em seus dias manhosos, brinca de estações.
Hoje, mais uma vez, entre tantas outras, não foi diferente.
Ao despertar, me deparo em pleno inverno… Um frio intenso e pesavo, vindo do ar, carregado, que desce das árvores junto ao pé da Cantareira.
Já de manhãzinha, veio a primavera, com um sol que toca doce e profundo, vindo de mansinho, deixando aquele gosto de quero mar.
Logo mais à tarde, veio o verão… Imponente e castigador, veio forte e quente, marcando a todos à sua volta em um vermelho intenso.
E ao ir embora, veio o outono, com seu sussurro, suave e sutil, que despe vagarosamente as grandes copas dos flamboyans, nos Jardins.
Já é noite e a brisa suave, convida para um passeio na Paulista. Um convite irrecusável.
Suavemente, caminho e observo detalhadamente cada pessoa que passa, acompanhado somente pelo silêncio dos gigantes de concreto que ali, repousam.
Já na Paraíso, paro e olho sobre o viaduto, que denuncia a aorta do grandioso ser que é São Paulo. Atento a todos os detalhes, vejo pequenos pontos, brancos e vermelhos, indo e vindo. E grandes, enormes, pontos de diversas cores, indo, parando, a toda hora.
Vendo assim, tudo, imagino como deverá ser o dia, quando o grandioso São Paulo tiver infarte…
Retratos da Vida Real – Chapter 4
Abril 30, 2008 at 3:10 pm | In Retratos da Vida Real..., Sexta-Feira, São Paulo, eu, trabalho | 16 CommentsSexta feira é o dia em que o Laboratório recebe (a tarde) material para uso. Como em qualquer empresa, assim imagino, o material passa primeiro pelo controle, que atualiza o estoque e lá fica.
Uma parte já é distribuída, principalmente nos setores mais urgentes.
Agora imagine a cena.
- L! Preciso destes materiais.
- Hum… Ok… Mas, C, metade disso ainda vai chegar mais tarde.
- Tudo bem. Vou pra minha sala, quando chegar você me avisa.
Logo depois do almoço, chega uma pilha enorme de caixas e mais caixas. Vai pra estoque, e no meio do processo uma parte é anotada e separada.
Então eu vejo na mesa do L, uma lista com um monte de material e algumas caixas já separadas.
- L, de novo essa bagunça aqui?
- Pois é, Alec… Hoje é dia!
- Ok. Mas e aquelas caixas?
- Aquelas vão para o C. Aliás, deixa eu ligar para ele.
- Depois leva o meu também.
- Alo? Cl! Olha! Chegou o resto daqueles negócios que você queria… É… Isso… Faz assim. Te dou um pouco aqui na frente, e o resto só lá atrás.
Só eu que pensei besteira?
Desventuras na Noite Paulista… Parte III
Março 6, 2008 at 5:25 pm | In Geral, Intimidade..., Sexta-Feira, São Paulo, lembranças, relacionamentos, rotina | 20 Comments
Eu estava mal, semana passada. Tudo doía, meus músculos todos doloridos, olhos extremamente cansados, a gastrite totalmente irridada, estava dose. O motivo? Uma gripe que me pegou de jeito.
A única coisa que melhorou meu ânimo foi a ligação de D. (pelo título vocês devem lembrar). Deitado na cama falei com ela pele celular, e ela disse estar bem, animada com a nova função no trabalho, estava muito bem onde estava. Falou até da paquera dela.
Tá, tá, eu vou explicar. Eu não contei antes, porque eu estava apertado no trabalho. Alguns posts foram escritos em cinco minutos, enquanto que um como este, leio e releio diversas vezes. Bom… Nós não estamos juntos. Depois daquele beijo em frente ao Gazeta, saímos mais umas duas vezes. Mas não demos certo.
Eu, um work-a-holic compulsivo. Ela, uma livre andorinha. Eu, não tenho hora para mim. Ela, extremamente controlada. Eu me dedico muito ao trabalho, e ela prioriza a vida pessoal. Amo o que faço e só quero alguém que me entenda. Ela simplesmente não concordava. Nunca ia dar certo.
Então, no último dia em que saímos, ambos sabíamos que tinhamos que conversar. E foi no mesmo café onde tudo começou. Nos encontramos, conversamos, rimos, comemos… E em uma certa hora, quase na hora de irmos, ela pegou minha mão, e disse olhando nos meus olhos.
“Gosto de ti e não nego.
Mas não estou pronta para isso.
Quem sabe quando nos aceitarmos…”
E no café onde tudo começou, terminou. Eu para um lado, ela para o outro. Restou a amizade…
Sabe? Passo noites sozinho, vendo filmes e tomando meu whisky não só porque quero, mas também porque gosto. Claro, acompanhado é sempre melhor, ter alguém para conversar, construir e compartilhar uma vida inteira.
Mas nos dias de hoje, há momentos em que conversar com as paredes é melhor do que estar acompanhado.
Claro, ainda procuro alguém com quem eu possa e consiga dividir uma vida. Ou ao menos parte dela. Mas com certeza há de ser alguém entenda, e acima de tudo, aceite.
Desventuras na Noite Paulista… Parte II
Fevereiro 13, 2008 at 11:45 pm | In Geral, Intimidade..., Sexta-Feira, São Paulo, lembranças, relacionamentos, rotina | 5 Comments
Aquela sexta ainda me perseguia, direto e reto, sempre martelando nas possibilidades, com perguntas diversas, diretas e indiretas, repetitivas e seguidas, sempre com o mesmo núcleo comum, aquela senhorita e sua investida. Uma mescla constante, de pensamentos inconstantes, repletos de vontades e medos.
Eu sempre digo que se relacionar com alguém, é algo um tanto quanto complicado, por mais que eu me sinta sozinho às vezes. Não só pela perda de espaço em si, mas também por diversos outros fatores, onde o principal motivo é o medo constante de ser um fantoche movido por um dono que adora brincar de amores.
Mesmo não querendo, temendo pelas consequências, fossem boas ou ruins, ligar era uma opção. E depois de pensar muito, mas muito mesmo, após algumas noites não dormidas, e muita dor de cabeça, tomei uma dose de atitude e resolvi ligar. Esperei dar a hora do almoço, quando não teria ninguém próximo, juntamente com a quase certeza de que não iria atrapalhar. No segundo toque ela atendeu.
- Bom dia. Quem fala?
- Bom dia. Com quem quer falar?
- Descupa incomodar, mas eu não sei o nome da pessoa.
- Não estou entendendo. Você me liga e não sabe com quem quer falar?
- Olha! Estava no Fran´s e quando fui pagar a conta, me deram um papel com o seu telefone.
- Hum… Certo, compreendo. Achei que não me ligaria.
- Não ia ligar. Decidi faz cinco minutos. Um café hoje?
- Mesmo horário e lugar.
Ao desligar, sentia minha mão tremer, as pernas meio trêmulas. Odeio a sensação de incapacidade, já que sempre tive certeza de minhas escolhas, ao menos no trabalho. Mais tarde, quando dei por mim, me vi pensando em vontades e possibilidades, diversas e maravilhosas, que estavam trancadas para balanço, e que ali devem ficar por mais um tempo.
Quando a tarde caiu, literalmente, já que chovia, comecei a ficar ansioso. O nervosismo do primeiro contato causa sensações diversas, todas dignas de pena. Cheguei no mesmo horário, e sentei na mesma mesa da outra semana. Desta vez, pedi algo gelado, a garganta estava seca, e juntamente, o cinzeiro.
O nervosismo somada com a ansiedade causava um grande desconforto, fazendo com que eu mudasse de posição toda hora. Isso começou a chamar a atenção das pessoas, e de certa forma me incomodava notar olhares. Foi então que decidi pegar uma revista e fingir uma leitura concentrada.
Ela chegou dez minutos depois, desta vez com o cabelo preso, batom vermelho cereja, traje formal azul, com uma pequena bolsa preta sobre seus braços. Novamente, linda, intocável, enquanto eu ainda me perguntava o que eu fazia ali. Ela tomou a iniciativa e fez o pedido.
De início, foi me jogando uma lista enorme de perguntas sobre quem eu era, o que eu fazia, pensava, gostava. Eram tantas as perguntas, que mais parecia uma entrevista para alguma escritora fazer a minha biografia. Eu tentando me sentir mais confortável, fui respondendo todas, e rebatendo as mais interessantes e possíveis, sendo estas apenas metade respondidas.
Em um certo momento eu não me segurei, e fui bem curto e direto.
- D. O que você viu em mim, para me convidar para sair?
- Nada de mais. Apenas fiquei curiosa em te conhecer.
- Ainda não compreendo.
- “Os olhos são o espelho da alma”, e os seus são lindos, mas completamente tristes.
O comentário me abalou. Tantas vezes que vim e nunca fui notado, e em uma simples noite, alguém vê algo que passa despercebido, por assim eu querer. Mas não deixei transparecer, fingi ser um comentário qualquer e tentei continuar a conversa.
Mais tarde, bem tarde por sinal, pedi a conta, e como de praxe, iria paga-la. Realmente iria paga-la, se ela não tivesse arrancado a caderneta da minha mão, colocado o dinheiro e entregue para a atendente. Foi tão rápido que chegou a ser engraçado.
Caminhamos por cerca de dez minutos, quando a deixei no ponto. Estava de carro, ainda ofereci carona, poderia deixa-la mais perto, mas recusou e disse que assim preferia. Tão logo a deixei e o ônibus chegou. Acenei com a mão e já ia embora.
De repente, ela me chama, e quando me viro………

O que veio depois não vem ao caso, mas deixo para vocês imaginarem o que quiser. rs.
Desventuras na Noite Paulista…
Janeiro 23, 2008 at 6:51 pm | In Geral, Intimidade..., Sexta-Feira, São Paulo, rotina | 4 CommentsSexta-feira, Av. Paulista, uma das principais de São Paulo, e que ainda me liberta diversas lembranças e emoções. A hora era agora, exatamente 18:32,15h e o tempo chuvoso pede, convidava, para mais uma saída da rotina, um pedido clemente, praticamente irrecusável.
O vento soprava, afiado e sorrateiro, corriqueiro, abafado somente pelo vai-e-vém dos diversos carros, que desfilam pela avenida, jutamente com os gigantes, lotados, de paulistas medrosos e molhados, gozadores e amantes do chamado calor humano condensado.
No café, o ponto de vista estratégico me permitia olhar atentamente, cada detalhe da rua, bem como cada pessoa que por ali passava, seja ele ou ela, enquanto discretamente, tomava o meu café preferido com uma das revistas da semana, sem ao menos ser notado ou interrompido de uma leitura completamente superficial.
De repente, ela surge, linda e glamurosa em seu vestido preto e sapatos alto, cabelos louro cacheados caídos levemente sobre os ombros. Passos adiante, e senta-se à mesa ao lado, cadeiras ligeiramente próximas o suficiente para que eu sentisse seu perfume doce mas sutil.
Discretamente, olho para o lado e ela me observa, sorri, e segundo após, sinto minha face quente como quem tomou muito sol. Deslize meu, não gosto de ser notado. Olho novamente, e lá estava ela, olhando fixamente, enquanto fazia o seu pedido. Me sinto encurralado, como a presa prestes a ser consumida em seu suspiro final.
Todo jogo é para dois, sempre em uma disputa acirrada, até que um não consiga acompanhar, e deixe-se por vencido. Mas infelizmente, a batalha já era ganha, desde o início, e não por mim, por ela. Perdi a conta de quantas vezes me peguei olhando-a de relance, e em quase todas, eu era observado.
Minutos depois, vai ao caixa e paga a conta, deixando sobre a mesa, somente os talheres e louças sujas. Ainda, da minha mesa, me estiquei para observa-la, e ela novamente, fazia o mesmo. Não me contive, sorri, a acompanhando com os olhos, enquanto atravessava e sumia pela avenida.
Pela primeira vez me senti assim, encurralado, sem saída. Por fora, ria, quietinho no meu canto, sobre o que havia acontecido, mesmo sem entender absolutamente nada, enquanto por dentro me perguntava, duramente, porque não retribuí o sorriso, mais cedo.
Mais tarde, a garoa estava mais suave, o vento menos agressivo e o trânsito mais sutil. A hora perfeita para ir para casa. E assim o fiz, chamei a atendente e pedi que me trouxesse o cigarro que fumo junto com a conta.
Quando abri a caderneta com a conta, veio a grande surpresa. Junto com o valor total, havia outro papel, dobrado com alguns escritos. Ela disse: “Apenas pediram para acrescentar à sua conta, quando a pedisse“.
Adorei os seus olhos, aceita um café?
Me ligue mais tarde, 8xxx-yxyv
Não vou ligar… Nem sei se quero… Mas… Como eu gostaria de ser mais ousado…
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