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Palavras ao Vento… Novamente…

– Caso você não se lembre, eu ainda sei onde você mora

Fora pego de surpresa. Não esperava vê-la, muito menos daquele jeito. Sentiu o rosto corar daquele jeito que sempre odiava.

Sem alternativa, apenas sentou-se em um dos degraus junto ao portão. E ela o acompanhou, do mesmo jeito que faziam, anos atrás.

Ele corado e sem coragem. Ela apenas tímida coma situação. Um queria a verdade enquanto o outro a ocultava. Dois cúmplices, dois mundos entrelaçados pelas brincadeiras errôneas dos mensageiros do destino.

De repente, se olharam… E assim ficaram estáticos, como se o tempo congelasse naquele instante, um momento único ao qual guardariam por bons e longos anos.

Então, ele sentiu a alegria preenchendo-o por completo, e sem se dar conta, sorriu ternamente. Cada célula de seu corpo vibrava, em uma sincronia perfeita.

Mas quando se lembrou da Paulista, tudo o que era alegria, tornou-se desespero, em uma reviravolta inexplicável. Seu sorriso apagara e seus olhos foram ao chão, onde já não se via o rosto dela.

E então… Ela começou…

– Um ano e pouco. Já faz um bom tempo…
– Por que você foi embora? Nem sequer se despediu!
– Há certas escolhas na vida, que são muito dolorosas, mas tem de ser feitas. Aquilo não foi excessão…
– Eu só quero entender…
– Não posso dizer. E eu apenas vim me desculpar…
– Ao menos vai ficar agora?
– Não… Vou precisar partir novamente…
– Você aparece do nada, me explica menos ainda, e já vai partir….
– Um dia eu explico. Apenas tente entender.
– Eu quero, mas não consigo. E… Não vou, nem posso esperar mais.
– …
– Olha… Eu… Tenho que ir. Já está tarde…
– Tudo bem… Eu já vou indo…

Ele nem sequer se depediu. Apenas olhou em seus olhos… Depois, entrou e fechou o portão atrás de si, apenas ouvindo os passos distanciosos de alguém que ele nunca mais veria…

Então, calmamente subiu as escadas, quebrando todo o silêncio que envolvia o ambiente. Sentia fome, mas não tinha mais ânimo, nem vontade alguma.

Ao chegar ao quarto, apenas se despiu e se deitou. O silêncio então o agredia, e o escuro apenas ocultava os pensamentos ruins que lhe vinham à cabeça.

Não aguentando, abriu as janelas e se deparou com ela. A mesma lua alaranjada, enorme e gigante, sorrindo só para ele. E então veio a última lembrança…

Como já dito, a vida dá voltas e voltas, e tudo a sua volta, aos poucos se encaixa, em um enorme quebra-cabeça já predestinado à acontecer.

Nela, diversas pessoas cruzam nossos caminhos, e cada uma deixa uma marca, por menor que seja. Algumas se vão rapidamente, outras demoram mais. E, sempre há uma, que é eterna.

Mas, tudo na vida, tem um começo, um meio e um fim. Não existem pontas soltas, tudo tem um final, seja ele qual for. E o dele, apenas era desconhecido…

Continua? Talvez… rs… Não briguem comigo!

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  1. julho 30, 2008 às 3:35 pm

    O.o
    Como talvez????? =/
    Continua sim….
    rs

    Parabens pelos contos!
    bjos

  2. junho 29, 2008 às 1:13 am

    Olha, é bom q isso continue sim!
    ou eu brigo mesmo! rs
    tudo bem com vc?
    Beijo gde!

  3. junho 26, 2008 às 9:48 pm

    como essa história, muitas coisas não têm o final que desejamos, sequer tem final.
    ficam vagando em nossas memórias.
    mas um dia, como “ela” disse, entenderemos.

    muito bonito os textos.

    bjssss

  4. amandovoce
    junho 26, 2008 às 12:18 pm

    Não que deixou a desejar, mas ainda deixou um gostinho de quero mais.
    Como disse esse ainda não me parece um final.
    Ainda tem muita história ai nesse meio.
    Beijokas

  5. junho 26, 2008 às 1:35 am

    é… esse fim ficou muito no ar….
    mas também pode ser um fim, por que nao??? quantas coisas em nossa vida ficam no ar, nao eh mesmo??? beijos

  6. junho 25, 2008 às 2:21 pm

    Abrir mão de um amor é, às vezes, amar também. Porque se, por algum motivo, a gente não pode continuar, o que não significa desamor, a gente simplesmente vai embora.
    Bjão e otima semana!

  7. junho 25, 2008 às 2:47 am

    É, não tá com cara de fim isso não… Tá com cara de “ainda não”, mas não com cara de “nunca mais”! Espero que essa história acabe desenrolando um dia…seja pra que lado for!

    Como vc tá? Saudades!!! Fica bem!
    Bjos

  8. junho 24, 2008 às 7:34 pm

    hummm, isso não é um final!
    Tem muita história a rolar ai, mas vai levar mais algum tempo!
    bjs

  9. junho 24, 2008 às 7:09 pm

    Assim…bravo eu não vou ficar, mas tá com cara daqueles filmes que acabam e não explicam nada.
    Tá, eu entendi a história das marcas que as pessoas deixam na gente e entendi que tudo tem começo meio e fim…
    Acho que eu esperava mais. Mas seja como for, pode ser que continue né?!
    Abraço forte!

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