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Pequenas Verdades… Melancolia Solta…

Sempre fui adepto da informação, tecnologia, futuro. Sim, me considero um nerd atual. Adoro música, seriados, desenhos japoneses, animação, computadores etc. Mas nunca fui fã de sites de relacionamento ou sites sociais. Não entendo como a grande maioria consegue ficar horas e horas em sites assim. Talvez o efeito BBB da curiosidade da vida alheia?

Cheguei no trabalho como de costume, abri meus e-mails, vi as mensagens no celular esquecido na noite anterior. Nada de novo. Fechei minha sala, liguei o som, baixo mas agudo, Norah se levanta ao fundo e preenche a sala com sua voz. Abri o frigobar, uma dose para agitar o dia, de coca-cola, whisky não pode.

Abri meu facebook oficial, identidade real, fotos reais. Cadastro antigo nunca mudado, perfil em branco. O primeiro nome na cabeça foi procurado, e incrivelmente localizado em segundos. Depois outro nome, novamente localizado. E foi assim consecutiva mente durante alguns minutos. Por alguns instantes voltei a ser adolescente.

Até hoje, e talvez para sempre, eu fujo, me escondo e odeio meu passado. Hoje não teve como fugir dele.

Paro por alguns instantes e penso, olhando para trás. Vejo pessoas e pessoas que passaram pela minha vida. São homens, mulheres, crianças… Colegas de classe, faculdade, trabalho… Primos, sobrinhos, tios, falecidos… Ex-namoradas, ex-amigos, quase amigos, inimigos… E cada um deixou uma marca, seja ela insignificante ou gigantesca… Querendo ou não todo mundo deixa uma marca.

E é olhando essas marcas que eu vejo a minha intimidade exposta. Talvez eu nunca tenha dito isso aqui, mas aos meus olhos a minha vida é um texto. E sinto o pesar de cada vírgula em minhas costas. Cada momento de perplexidade gerada pelas exclamações. Cada ponto e vírgula mal resolvido. Cada interrogação que me perseguirá até o fim de meus dias. E a espera gerada pela reticências…

E como num texto, talvez fosse muito mais fácil ter uma tecla delete, para reescrever partes de sua história. Talvez um ctrl+Z para desfazer certos erros, ou mesmo acertos, dependendo do caso. Por que não uma tecla de zoom para poder enxergar melhor cada situação?

E como em todo momento melancólico, vem as cobranças e questionamentos. O que eu mudei nesses anos? Será que mudei? O que aprendi? O que ensinei? O que fiz de errado? Fiz algo errado? Sou uma pessoa tão ruim assim? Que marca deixei na vida das pessoas? Se eu morresse amanhã, quem choraria em minha lápide? Haveria pessoas que me bem dissesse ou só o apedrejamento de meus atos?

Vejo e sei, o quão posso ter sido ruim, ou bom, toda história tem dois lados. E talvez eu nunca tenha essas respostas. Ou talvez sim. O destino incerto é a única certeza da minha vida.

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